26/04/2009: Cruzeiro 5x0 Atlético

domingo, 26 de abril de 2009



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Gols do jogo com áudio da Itatiaia
Reportagem no Fantastico
Jogo Completo

Ficha Técnica
Cruzeiro 5x0 Atlético
Motivo: jogo de ida da final do Campeonato Mineiro
Data: 26/04/2009 (domingo)
Local: estádio Mineirão, em Belo Horizonte-MG
Árbitro: Paulo César de Oliveira (SP)
Público: 47.489
Renda: R$ 1.078.742,50
Gols: Kléber, aos 39 min do primeiro tempo; Leonardo Silva aos 10 min,  e aos 16 min, e Jonathan, aos 33 min e aos 41 min do segundo tempo
Cruzeiro: FábioJonathanLéo FortunatoLeonardo Silva e Gerson MagrãoFabrício (Henrique), Marquinhos ParanáRamires e WagnerThiago Ribeiro (Soares) e Kléber (Wellington Paulista)
Técnico: Adilson Batista
Atlético-MG: Juninho; Werley (Marcos Rocha), Marcos, Leandro Almeida e Júnior; Renan, Rafael Miranda, Márcio Araújo (Kléber) e Carlos Alberto; Lopes (Chiquinho) e Diego Tardelli
Técnico: Emerson Leão
Cartões amarelos: Gerson Magrão, Leonardo Silva, Kléber e Wellington Paulista (Cruzeiro); Werley (Atlético-MG)
Cartão vermelho: Renan e Leandro Almeida (Atlético-MG); Ramires (Cruzeiro)
Fonte: Site oficial do Cruzeiro



Do Globoesporte.com
Supremacia, hegemonia, freguesia... chame do que quiser. O fato é que o Cruzeiro não perde para o Atlético-MG há 11 jogos. Neste domingo, no primeiro jogo da final do Campeonato Mineiro, o time de Adilson Batista venceu por 5 a 0 e conseguiu inverter a vantagem para a partida decisiva, no domingo que vem. Com o resultado, a Raposa pode até perder por quatro gols de diferença que fica com o título. Ao Galo, resta devolver o saldo do primeiro embate.
Foi o jogo de número 1.500 do Cruzeiro no Mineirão. O time não perde no estádio da capital mineira há 21 partidas. No próximo domingo, às 16h (de Brasília), os rivais voltam a medir forças. Só um vai sorrir. Antes, porém, o Atlético vai a Salvador para enfrentar o Vitória, quarta-feira, no primeiro jogo das oitavas-de-final da Copa do Brasil.
 Os primeiros cinco minutos da decisão mineira foram de muita velocidade. Com o meia Lopes improvisado no ataque alvinegro, Diego Tardelli ficou com a missão de se deslocar pelas pontas. Papel muito parecido com o de Thiago Ribeiro do outro lado. A pedido do técnico Adilson Batista, ele se dividiu pelos flancos do campo para tentar surpreender.
Aos nove, o primeiro lance de perigo do Cruzeiro. Wagner cobrou falta do lado esquerdo do ataque, o zagueiro Leonardo Silva subiu bem para cabecear, mas Juninho defendeu com segurança.
Aos 11, a dupla de ataque celeste trabalhou bem. Thiago Ribeiro achou Kléber livre de marcação na área, o Gladiador bateu firme, e Juninho fez uma defesa estranha, que originou um escanteio. Aos 14, Tardelli recebeu de Júnior na ponta direita, tocou de primeira para Carlos Alberto na área, mas o volante chutou mal.
O rebote de uma cobrança de falta quase resultou em gol para o Cruzeiro, três minutos depois. Após a cobrança de Fabrício parar na barreira, Wagner achou Leonardo Silva na área. O zagueiro bateu cruzado, Juninho defendeu, e Leandro Almeida afastou o perigo. A arbitragem marcava impedimento dos cruzeirenses que esperavam a sobra.
A resposta atleticana foi dada aos 24 minutos. O lateral-esquerdo Júnior bateu cruzado e rasteiro da entrada da área, a bola passou por todo mundo e quase surpreendeu Fábio. A partir deste lance, o jogo ficou concentrado no meio-campo, e os dois times abusaram dos erros de passe.
Aos 33, o Galo não conseguiu aproveitar um ótimo contra-ataque e quase sofreu o primeiro gol. Ramires ficou de frente para a meta, mas bateu fraquinho no canto esquerdo de Juninho. O goleiro atleticano não teve trabalho para defender.


Cinco minutos mais tarde, após cobrança de falta para área do adversário, Leandro Almeida subiu muito, mas a cabeçada desviou na zaga e foi pela linha de fundo. Na saída rápida do Cruzeiro, aos 39, um duro golpe para o Galo. Wagner recebeu na área, rolou de calcanhar para Kléber, e o Gladiador não desperdiçou. De pé esquerdo, chute colocado, e placar aberto no Mineirão: 1 a 0. O 12º dele no Estadual. Na comemoração, o atacane imitou uma galinha e fez um gesto de choro na frente da torcida atleticana. O árbitro Paulo César de Oliveira puniu o jogador com cartão amarelo.

Em um primeiro tempo onde a forte marcação prevaleceu, Kléber conseguiu se dar melhor no duelo com Tardelli. O Cruzeiro buscou mais o gol.

 Os dois times voltaram do intervalo com mudanças no ataque. Leão tirou Márcio Araújo e colocou Kléber. Na Raposa, Adilson sacou Thiago Ribeiro e lançou Soares.



Apesar da vantagem no placar, o time celeste foi com tudo para o ataque. Aos seis, Juninho evitou o segundo gol do Cruzeiro. Após cobrança de escanteio, Léo Fortunato subiu muito, cabeceou no cantinho, mas o camisa 1 fez gande defesa. Depois desta, foram mais quatro chances de gol. A persistência valeu a pena. Aos dez, Wagner cobrou escanteio, Juninho saiu mal do gol, e Leonardo Silva fez o segundo: 2 a 0.



Seis minutos depois, mais um gol em jogada de bola parada. Wagner cobrou escanteio, Leonardo Silva, em tarde inspirada, subiu muito para fazer o terceiro do Cruzeiro. Nas arquibancadas, os cruzeirenses gritavam 'é campeão!' e 'olé', enquanto muitos atleticanos deixavam o Mineirão.



Aos 18, a situação do Galo ficou ainda pior. Renan fez falta dura sobre Ramires, recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Um homem a menos para tentar diminuir o desastre.



Os gols deixaram o Atlético na lona e sem forças para reagir. O Cruzeiro ainda criou boas chances. A melhor delas surgiu de uma triangulação entre Ramires, Soares e Jonathan. O lateral-direito ficou na cara do gol e fez o quarto. Virou goleada. Título pertinho da Toca da Raposa.



Aos 38, Ramires sofreu falta de Leandro Almeida e revidou. O jogador do Galo recebeu o segundo amarelo e foi para a rua. O volante foi expulso direto. Dois minutos depois, o Galo quase fez o de honra. Kléber recebeu na área, bateu firme, mas Fábio defendeu. No lance seguinte, Jonathan ficou livre na área para fazer o quinto. Um baile celeste!






1977: Gols de Revétria.






Leia aqui uma excelente matéria sobre o Revétria

Fabinho

sábado, 25 de abril de 2009

1988: Despedida Nelinho

Golaço: Joãozinho

1977: Boca Jrs x Cruzeiro Libertadores





Links

Tecto extraído do blog PHD
Cruzeiro na Libertadores: 1977, a final
Por Jorge Santana | Em 22 de outubro de 2010
Mauro França

Como em 76, o adversário do Cruzeiro na final foi argentino. O Boca Juniors não era um time técnico como o do River Plate. Sem grandes craques, sua força residia, sobretudo, no jogo coletivo e na defesa. Jogava feio, tinha fama de retranqueiro, mas era eficiente. E também chegava a sua segunda decisão. Na primeira, catorze anos antes, fora batido pelo Santos de Pelé.

Na fase de grupos, o Boca eliminou o River e os uruguaios Peñarol e Defensor com 4 vitórias e 2 empates, 5 gols a favor e nenhum sofrido. Na semifinal, passou pelo Libertad do Paraguai e Deportivo Cali da Colômbia, com duas vitórias e 2 empates, 4 gols a favor e 2 sofridos. O Cruzeiro, como campeão, entrou apenas na semifinal. Eliminou Internacional e Portuguesa da Venezuela, com 3 vitórias e 1 empate, 7 gols a favor e 1 sofrido.

Se em 76 o ataque celeste fizera a diferença, em 77 o destaque era a defesa. Sob o comando de Iustrich, o Cruzeiro sofrera apenas 5 gols em 15 jogos. O meio de campo com Zé Carlos e Eduardo era firme. O problema era o ataque, que não engrenava. Elicarlos e Neca não empolgavam. Eli Mendes, efetivado na ponta-direita, era um batalhador, sem muita técnica. A força ofensiva se resumia aos lampejos de Joãozinho e chutes de Nelinho.

Por conta dos calendários confusos da época, mais uma vez o Cruzeiro esperou um bom tempo pelas finais. O último jogo da semifinal foi disputado em 31jul77. A primeira partida da final aconteceria 35 dias depois.

Nesse intervalo, o time fez três jogos pelo Campeonato Mineiro, incluindo um empate em 0×0 com o Atlético que garantiu o título do 2º turno, e dois amistosos, todos no Mineirão.

Numa terça-feira, 06set77, 60.000 xeneizes lotaram La Bombonera e fizeram o tradicional espetáculo das torcidas argentinas. Cânticos ininterruptos, chuva de papel sobre o gramado, clima de pressão total.

Contrariando sua vocação defensiva, o Boca começou pressionando. E definiu o jogo logo aos 4 minutos. Felman avançou pela esquerda, passou por Nelinho e, quase na linha de fundo, cruzou. Vanderlei e Veglio disputaram pelo alto, a bola passou por eles e sobrou para Mastrangelo, que bateu rasteiro para o meio da áre Morais tentou espanar, caiu sentado e, involuntariamente, ajeitou a bola para Veglio, que, esperto, tocou na saída de Raul. Boca, 1×0.

Daí em diante o Boca controlou o jogo como quis. Alternou momentos de pressão com recuos estratégicos para chamar o Cruzeiro para seu campo. O ataque celeste, inofensivo, pouco incomodou.

De acordo com Divino Fonseca, enviado especial de Placar, o Cruzeiro jogou muito mal: “Defesa confusa, onde só Raul se salvou; meio-campo perdido, limitado a alguns reflexos de Zé Carlos; ataque resumido a um só jogador, Joãozinho.”

Para Neca, alguns jogadores tremeram com a pressão da torcida. Para Pancho Sá, experiente capitão do Boca, substituído devido a uma distensão, “ o Cruzeiro não jogou tão mal. O Boca é que fez uma partida excepcional”.

Em reunião com os jogadores dois dias depois, já em BH, Yustrich disse que o time perdera o jogo no meio de campo. Eduardo Amorim contestou com veemência e culpou o esquema defensivo armado pelo treinador.

» Cruzeiro 0×1 Boca Juniors, 06set77, primeira partida das finais da Libertadores 1977, La Bombonera, Buenos Aires – Público: 60.000 – Renda: Cr$4.500.000,00 – Juiz: Roque Cerullo (Uruguai) – Gol: Veglio, 5 do 2º tempo. Cruzeiro: Raul Plassmann, Nelinho, Morais, Darci Menezes e Vanderlei Lázaro; Zé Carlos e Eduardo Amorim; Eli Mendes, Eli Carlos, Neca e Joãozinho. Tec: Yustrich / Boca Juniors: Hugo Gatti, Vicente Pernía, Francisco “Pancho” Sá (José Luiz Tesare), Roberto Mouzo e Alberto Tarantini; Rubén Suñe, Mário Zanabria; Ernesto Mastrángelo, Carlos Veglio, Daniel Pavón (Hector Bernabitti) e Darío Felman. Tec: Juan Carlos Lorenzo. Notas: 1. O Boca foi campeão metropolitano e nacional em 1976 e bicampeão da Libertadores em 77/78. Conquistou o Mundial Interclubes de 77 vencendo o Borussia Monchenglabdach. 2. Pancho Sá foi tetracampeão da Libertadores pelo Independiente em 72/75 e bi pelo Boca. Ganhou dois Mundiais, em 73 e 77 e disputou a Copa de 74. 3. Tarantini foi titular da Seleção Argentina campeã mundial em 78.
Na volta, a delegação celeste passou por um tremendo susto. Depois de 20 minutos de vôo, uma pane no trem de pouso obrigou o Boeing da Aerolíneas Argetinas a retornar ao aeroporto de Ezeiza. Por mais de uma hora o avião ficou dando voltas sobre Buenos Aires para gastar combustível e tentar um pouso de barriga. Depois de quatro tentativas frustradas, o trem de pouso finalmente funcionou e a aterrissagem foi feita sem problemas.

Com a vitória em casa, o Boca precisava apenas de um empate no segundo jogo, em BH. O Cruzeiro tinha que vencer para forçar o terceiro jogo. Mais de 52 mil torcedores, entre eles, 500 argentinos, foram ao Mineirão no domingo, 11set77.

Como era de se esperar, o Cruzeiro se lançou ao ataque desde o início. Pressionava a saída de bola dos argentinos, adiantando a marcação. O Boca se fechou na defesa e tentava surpreender nos contra-ataques. Quase conseguiu aos 13 minutos. Mastrangelo penetrou em diagonal da direita para o meio, recebeu passe de Zanabria, saiu na cara do gol e chutou baixo, no canto direito. Raul fez excelente defesa.

O Cruzeiro insistia no ataque, mas o nervosismo atrapalhava a conclusão das jogadas. Aos 21, Eli Mendes cruzou da direita e Neca completou para o gol. O peruano César Orozco anulou o lance marcando impedimento de Neca, sob os protestos da torcida.

Dois minutos depois, depois de boa troca de passes do ataque xeneize, Veglio recebeu na meia lua e bateu no ângulo esquerdo de Raul, que, de mão trocada, espalmou para escanteio, em mais uma grande defesa. Neca, duas vezes, Eduardo, chutando de fora da área, e Eli Carlos, já nos descontos, tiveram chances para marcar, sem aproveitá-las.

No segundo tempo, o Boca se fechou ainda mais, abdicando até mesmo dos contra-ataques. E procurou gastar o tempo fazendo uso de cera e catimba. O Cruzeiro foi para o tudo ou nada. Aos 14 minutos, um momento inusitado. Enquanto Nelinho se preparava para bater uma falta, Yustrich invadiu o campo e o abraçou efusivamente, para surpresa de todos.

O tempo corria, a pressão não dava resultado e o nervosismo tomava conta de todo o estádio. Yustrich trocou Elicarlos por Lívio e nada do gol sair. Os argentinos já anteviam o título. Até que aos 30 minutos, Eli Mendes foi derrubado na meia-direita. Nelinho foi para a cobrança e soltou uma bomba com o lado externo do pé direito. A bola, com muito efeito, passou pela barreira e entrou no ângulo esquerdo de Gatti, que nem esboçou reação. Cruzeiro, 1×0. No banco, Yustrich soltou um palavrão captado pelas câmeras da TV. A torcida finalmente explodiu de alegria.

No final do jogo, o técnico foi novamente abraçar Nelinho, revelando o que lhe falou no momento do abraço: “Eu não disse, rapaz, que você é o melhor jogador do mundo? Que não podia ficar desanimado? Que ia marcar o nosso gol?”



A vitória celeste forçou o terceiro jogo, marcado para a quarta-feira seguinte, 14set77, em Montevidéu. Naturalmente, os argentinos eram maioria entre os 60.000 presentes no estádio Centenário.

O tempo chuvoso deixou o gramado enlameado. Em um confronto entre duas equipes de características defensivas, o placar de 0×0 se manteve no 90 minutos e na prorrogação. O Cruzeiro pouco ameaçou, tanto que chutou a gol apenas quatro vezes nos 120 minutos. Para piorar, Nelinho, uma das principais armas ofensivas do time, deixou o campo contundido aos 15 minutos do 1º tempo, sendo substituído por Mariano.

Pela primeira vez na história da Libertadores, a decisão foi para a disputa de pênaltis. As nove primeiras cobranças foram convertidas. Mouzo, Tesare, Zanabria, Pernía e Felman marcaram para o Boca. Darci Menezes, Neca, Morais e Lívio fizeram para o Cruzeiro. A última cobrança da série coube a Vanderlei, um dos mais regulares do time, titular desde 1970. O chute saiu sem muita força, a meia-altura, no canto esquerdo de Gatti, que voou e espalmou.

Festa argentina. Pela primeira vez, o Boca conquistou o título da Libertadores. Em segundos, o sonho do bicampeonato celeste ruiu. Vanderlei ficou marcado pelo lance e desde carrega, injustamente, a culpa pela derrota.

» Cruzeiro 0(4)x0(5) Boca Juniors, 14set77, terceira partida das finais da Libertadores 1977, estádio Centenário, Montevideu, Uruguai. – Público: 60.000 – Renda: 553.977 pesos. – Juiz: Vicente Lobregat (Venezuela) . Na prorrogação, empate em 0×0. Na disputa de pênaltis, o Boca fez 5×4. Cruzeiro: Raul Plassmann, Nelinho (Mariano), Morais, Darci Menezes e Vanderlei Lázaro; Zé Carlos e Eduardo Amorim; Eli Mendes, Eli Carlos (Lívio), Neca e Joãozinho. Tec: Yustrich / Boca Juniors: Hugo Gatti, Vicente Pernía, José Luiz Tesare, Roberto Mouzo e Alberto Tarantini; Rubén Suñe, Jorge Benitez (Jorge Daniel Ribolzi) (Daniel Pavón); Ernesto Mastrángelo, Carlos Veglio, Mário Zanabria, e Darío Felman. Tec: Juan Carlos Lorenzo.
Encerrou-se ali o ciclo de três participações seguidas na Libertadores. Ninguém poderia imaginar que o Cruzeiro ficaria 17 anos sem disputar o maior torneio sul-americano.

PS: No domingo, 25set77, apenas 11 dias depois da derrota para o Boca, o Cruzeiro voltou a campo para o primeiro jogo da decisão do Mineiro-77. O Atlético venceu por 1×0 e seus torcedores e jogadores comemoraram o título por antecipação. Numa das mais sensacionais reviravoltas da história do clássico, o Cruzeiro venceu o segundo jogo, em 02out77, por 3×2, com três gols de Revetría. E o terceiro, em 09out77, por 3×1 (1×1 no tempo normal), conquistando o título.

RESUMO DA CAMPANHA:

» 7 jogos, 4 vitórias, 2 empates e 1 derrota. 8 gols a favor, 2 contra.
» Artilheiros: Nelinho (2), Eduardo, Eli Mendes, Neca, Eli Carlos, Joãozinho, Lívio (1).
» Jogadores (número de jogos): Raul (7), Nelinho (7), Morais (7), Darci Menezes (4), Vanderlei (7), Zé Carlos (7), Eduardo (7), Eli Mendes (7), Neca (6), Eli Carlos (7), Joãozinho (7), Ozires (4), Zezinho Figueroa (1), Mariano (1), Lívio (6), Valdo (3).
» Técnico: Yustrich.

1979: Nelinho chutando a bola pra fora do Mineirão

Anos 70: Nelinho

1976:Cruzeiro 4x1 Olímpia

1970: Palmeiras 4x2 Cruzeiro



1976: Jairzinho fala sobre Cruzeiro x Bayer

1976: Bayer 2x0 Cruzeiro








Alguns gols da Taça Brasil 1966






Programa Loucos por Futebol da Espn

2001: Reportagem sobre o lateral esquerdo Vanderlei

sexta-feira, 24 de abril de 2009





O lateral esquerdo Vanderlei Lázaro foi o sexto jogador com o maior número de partidas pela time azul.

Vanderlei Lázaro - lateral esquerdo - 1969 a 1978 - 526 jogos Fonte: Site Nação Azul

22/04/2009: Cruzeiro 2x0 Deportivo Quito

quinta-feira, 23 de abril de 2009



Links
Narração Itatiaia
Reportagem do site do Cruzeiro

Ficha Técnica
Cruzeiro 2x0 Deportivo Quito
Motivo: sexta rodada da fase de grupos da Copa Santander Libertadores
Data: 22/04/2009 (quarta-feira)
Local: estádio Mineirão, em Belo Horizonte-MG
Público: 34.175 pagantes
Renda: R$ 460.350,00
Árbitro: Carlos Amarilla (PAR)
Gols: Léo Fortunato, aos 14 min, e Wagner, aos 26 min do primeiro tempo
Cruzeiro: FábioJonathanLéo FortunatoLeonardo Silva e Gerson MagrãoFabrícioMarquinhos ParanáRamires (Henrique) e Wagner (Thiago Ribeiro); Kléber e Wellington Paulista (Bernardo)
Técnico: Adilson Batista
Deportivo Quito: García; Corozo, Checa, Caicedo e Isaac Mina; Edwin Tenorio, Luis Tenorio, Minda e Donoso; Ascencio (Baldeón) e Preciado (Escobar)
Técnico: Rubén Darío Insúa
Cartões amarelos: Isaac Mina, Minda, Ascencio e Corozo (Deportivo); Leonardo Silva, Marquinhos Paraná e Kléber (Cruzeiro)
Cartões vermelhos: Donoso e Minda (Deportivo); Fa/pício (Cruzeiro)
Fonte: Site oficial do Cruzeiro




Do Globoesporte.com
Cruzeiro se impõe, bate o Deportivo Quito e garante vaga nas oitavas-de-final
No Mineirão, Raposa faz 2 a 0 nos equatorianos e está na próxima fase da competição continental. Primeiro lugar do Grupo 5 está garantido
Primeira missão cumprida. Nesta quarta-feira, o Cruzeiro, comandado por Adilson Batista, derrotou o Deportivo Quito-EQU, por 2 a 0, no Mineirão, assegurou o primeiro lugar do Grupo 5, com 13 pontos, e está classificado para as oitavas-de-final da Taça Libertadores. É mais um clube brasileiro a avançar na competição continental. Na mesma noite, o Sport também passou e se juntou a Grêmio e São Paulo. A vaga dos mineiros foi conquistada em uma partida especial. Na 100ª vez em que o time entrou em campo pela competição continental, Léo Fortunato e Wagner marcaram.
O outro classificado da chave é o Estuadiantes. Nesta quarta, o time argentino empatou sem gols com o Universitario de Sucre, na Bolívia, e chegou a dez pontos. O Deportivo Quito ficou em terceiro, com oito, e os bolianos com dois, na lanterna.
Agora, o time celeste espera a definição da ordem de classificados para a próxima fase. Enquanto ela não se define, terá um jogão pela frente, pelo Campeonato Mineiro, neste domingo. Na primeira partida da final, encara o Atlético-MG, no Mineirão, às 16h.
Só o Cruzeiro joga
Forte, intenso e determinado. Foi assim que o time celeste começou o último duelo da fase classificatória do Grupo 5 da Libertadores. Uma partida marcante para a história do clube: a centésima na competição. A necessidade de um ponto para ir às oitavas não acomodou o grupo de Adilson Batista. Sendo assim, ao ataque!
Aos 11, o atacante Kléber avançou pela direita, olhou para área, cruzou, mas a bola foi parar no travessão de García. Primeiro momento de perigo de uma partida truncada nos minutos iniciais.
Com a insistência, o gol brasileiro não demorou muito a sair. Aos 15 minutos, Wagner cobrou escanteio pela esquerda, Leonardo Silva cabeceou para o meio da área, e Léo Fortunato, também de cabeça, apenas escorou de leve. De zagueiro para zagueiro, e bola no gol: 1 a 0.
Dois minutos depois, Wagner, com boa atuação, foi lançado na área, mas a arbitragem marcou impedimento de forma incorreta. Aos 19, Wellington Paulista recebeu dentro da área, dominou para bater bonito, mas a bola subiu demais.
Aos 20, polêmica. Enquanto Ramires avançava pela esquerda para fazer um cruzamento, o atacante Kléber, que tentava se colocar na grande área, recebeu um soco no rosto de Edwin Tenorio. O árbitro Carlos Amarilla deixou barato e não marcou o pênalti.
Seis minutos mais tarde, Ramires (em seu jogo de número 100 com a camisa do Cruzeiro) cruzou, a zaga afastou o perigo, mas a bola parou nos pés de Wagner. Da entrada da área, o camisa 10 soltou uma bomba, ela explodiu no travessão, tocou nas costas do goleiro García e entrou mansinha: 2 a 0. Primeiro gol do meia na temporada.
A primeira defesa de Fábio no jogo só aconteceu aos 29. Na conclusão de Preciado, atacante pesado, diga-se de passagem, o goleiro defendeu com segurança. A mesma segurança não apareceu no ataque seguinte dos equatorianos. O camisa 1 saiu mal para cortar uma bola levantada na área, Preciado chegou na frente e por pouco não diminuiu de cabeça.
Aos 39, o atacante Kléber deu o troco em Edwin Tenorio e foi punido com cartão amarelo. Preocupação para o técnico Adilson Batista e os torcedores celestes. Afinal, ele recebeu dois cartões vermelhos só na primeira fase da Libertadores. Em um ritmo um pouco mais lento, o Cruzeiro tocou a bola e esperou o primeiro tempo chegar ao fim.
Bola rolando é bola na trave
Aos dois minutos, Donoso fez falta em Fabrício no meio-campo, eles se enroscaram na lateral e foram expulsos. O jogador equatoriano saiu sangrando de campo.
Aos dez, mais uma expulsão. Minda recebeu cruzamento na área e tocou para o gol com a mão. Como já tinha cartão amarelo, recebeu o vermelho e foi mais cedo para o vestiário. Com o adversário dominado, Adilson Batista começou a mudar o time e a poupar jogadores para a decisão do Mineiro. Wagner, Wellington Paulista e Ramires foram sacados. Thiago Ribeiro, Bernardo e Henrique entraram.
Aos 29, Thiago Ribeiro quase fez o terceiro. Ele recebeu na ponta direita, avançou em velocidade e soltou uma bomba. Pena que a bola parou na trave de García. Aos 36, quem quase marcou foi Checa. Em cruzamento para a área azul, ele subiu sozinho e acertou o travessão de Fábio.   
O garoto Bernardo quase deixou o dele, aos 41. Em cobrança de falta, a bola, caprichosa, tocou o travessão de García. No lance seguinte, mais uma na trave. Desta vez, Kléber bateu colocado, mas acertou o poste esquerdo do goleiro equatoriano. Na volta, Thiago Ribeiro mandou pela linha de fundo. Fim de partida, e a Raposa continua a caminhada pelo tricampeonato.





1994: Cruzeiro 3x1 Jubilo Iwata

terça-feira, 21 de abril de 2009



Ronaldo fez três gols nesse amistoso do Cruzeiro

1992: Cruzeiro x América Final do Mineiro

segunda-feira, 20 de abril de 2009



CRUZEIRO 3 x 2 AMÉRICA
13/12/1992 (Dom) - Campeonato Mineiro (decisão/1ª) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Público: 49.134 (Cr$ 1.846.560.000,)
Árbitro: Marco Antônio Cunha
Auxiliares: José Eugênio e Marco Antônio Martins
Gols: Renato Gaúcho 9’, Flávio 27’, Renato Gaúcho 76’, Luiz Cláudio 86’, Renato Gaúcho 90’
Cruzeiro: Paulo César, Paulo Roberto, Luizinho, Célio Lúcio, Nonato, Douglas (Cleison), Boiadeiro, Luiz Fernando, Betinho (Rogério Lage), Renato Gaúcho, Roberto Gaúcho. T: Jair Pereira
América: Milagres (Zé Luiz), Jorge Porto, Luiz Carlos Marins, Ricardo, Ronaldo, Gutemberg, Raimundinho, Flávio, Euller, Marcus Vinícius (Luiz Cláudio), Robson. T: Pinheiro
*o goleiro Milagres fraturou o nariz após chocar-se com Renato Gaúcho aos 57’
Fonte:Almanaque do Cruzeiro



CRUZEIRO 2 x 0 AMÉRICA
20/12/1992 (Dom) - Campeonato Mineiro (decisão/2ª) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Público: 62.589 (Cr$ 2.363.420.000,)
Árbitro: Márcio Rezende
Auxiliares: José Eugênio e Marco Antônio Martins
Gols: Renato Gaúcho 9’, Roberto Gaúcho 48’
Cruzeiro: Paulo César, Paulo Roberto, Célio Lúcio, Luizinho, Nonato, Douglas, Boiadeiro, Luiz Fernando (Édson), Betinho (Cleison), Renato Gaúcho, Roberto Gaúcho. T: Jair Pereira
América: Milagres, Jorge Porto (Marcinho), Luiz Carlos Marins, Ricardo, Ronaldo Luiz, Gutemberg, Raimundinho, Flávio, Euller, Cleto (Luiz Cláudio), Robson. T: Pinheiro
CA: Betinho, Boiadeiro, Luizinho (C); Flávio, Gutemberg, Luiz Carlos Marins (A)
CV: Boiadeiro (C)
Fonte:Almanaque do Cruzeiro

19/04/2009: Cruzeiro 2x1 Ituiutaba

domingo, 19 de abril de 2009



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Melhores Momentos

Ficha Técnica
Cruzeiro 2x1 Ituiutaba
Motivo: jogo de volta da semifinal do Campeonato Mineiro
Data: 19/04/2009 (terça-feira)
Local: estádio Mineirão, em Belo Horizonte-MG
Árbitro: Leonardo Gaciba (RS)
Público: 13.878 pagantes
Renda: R$184.352,50
Gols: Wanderley aos 11min, Leonardo Silva aos 14min e Paulinho Pedalada aos 34min do segundo tempo
Cruzeiro: FábioJancarlos, Anderson, Leonardo Silva e Gerson MagrãoFabrícioElicarlosHenrique e Wagner (Bernardo); Wanderley (Kléber) e Soares (Thiago Ribeiro)
Técnico: Adilson Batista
Ituiutaba: Jonatas, Mateus (Olívio), Neylor, /puno e Radar; Machado, Rafael, Kiko (Carlinhos) e Marquinhos; Lúcio Flávio (Paulinho Pedalada) e Rodrigo Hote
Técnico: Nedo Xavier
Cartões amarelos: Henrique e Wanderley (Cruzeiro); Neylor (Ituiutaba)
Fonte: Site oficial do Cruzeiro



Do Globoesporte.com
O que todos esperavam foi confirmado na tarde deste domingo no Mineirão: Cruzeiro e Atlético-MG farão a decisão do Campeonato Estadual no próximo fim de semana. A Raposa, que venceu o primeiro jogo da semifinal contra o Ituiutaba por 4 a 1 e podia até perder por três gols de diferença, derrotou o adversário mais uma vez, agora por 2 a 1, e chegou a grande decisão.  Os gols foram marcados por Vanderley e Leonardo (assista ao segundo gol). Paulinho Pedalada diminuiu para o Ituiutaba.
Raposa começa assustando
O Cruzeiro começou bem melhor e teve a primeira chance de gol logo aos três minutos. O atacante Vanderley aproveitou a saída errada da defesa do Ituiutaba, driblou o zagueiro e chutou cruzado. A bola passou raspando a trave esquerda do goleiro. A Raposa continuou melhor e chegou com perigo mais uma vez, aos 12. Wagner cobrou uma falta com categoria, mas Jonathan fez grande defesa.
A equipe do Ituiutaba não conseguia surpreender. Só aos 28, Marquinhos avançou pelo meio e arriscou um chute de fora da área, mas a bola foi fraca e o goleiro Fábio fez a defesa com tranqüilidade.
Aos 36, Wagner recebeu bom passe pela esquerda, entrou na área e cruzou rasteiro para Vanderley. O atacante entraria sozinho para finalizar, mas o zagueiro Radar chegou antes e afastou o perigo.
Thiago Ribeiro entra no lugar de Soares no intervalo
O técnico Adilson Batista fez uma substituição no Cruzeiro para a etapa final. Thiago Ribeiro entrou no lugar de Soares, que não havia feito um bom primeiro tempo. Logo aos três minutos, ele teve a primeira chance. Depois de receber um passe pela esquerda Thiago driblou o zagueiro, mas acabou chutando para fora.
De tanto pressionar o Cruzeiro chegou ao primeiro gol, aos 11. Wagner chutou de fora da o goleiro espalmou e Vanderley aproveitou para marcar o 44° gol do time no Campeonato Mineiro. A torcida mal começou a comemoração e Leonardo marcou o segundo. O zagueiro avançou pelo meio e chutou forte para ampliar.
Aos 33 Marquinhos quase diminuiu. O apoiador fez bela jogada pelo meio e arriscou o chute. A bola passou raspando o trave esquerda assustando o goleiro Fábio. No minuto seguinte, o time conseguiu. Paulinho Pedalada recebeu dentro da área e finalizou com categoria.
Aos 43, Thiago Ribeiro achou o atacante Kléber na área e lançou. Kléber tentou passar pelo zagueiro e sofreu pênalti. Ele mesmo cobrou, mas o goleiro Jonatas pulou no canto direito e defendeu. Logo após, o juiz encerrou o jogo.

Edmar

15/04/09 - Reportagem do Globoesporte.com



LEMBRA DELE?

Com clube próprio, Edmar tenta desbancar Ponte e Guarani
Artilheiro cigano, ex-atacante comanda o Campinas na Terceirona de São Paulo e projeta ser a maior força da cidade nos próximos anos

Carlos Augusto Ferrari
São Paulo

Na década de 70, Campinas chegou a ser chamada de "capital do futebol". Ponte Preta e Guarani duelavam em igualdade de condições com os times da capital paulista e mostravam ao Brasil a importância do interior de São Paulo. Mais de 30 anos depois, Macaca e Bugre não possuem nem de longe o mesmo prestígio. Mas é apostando na tradição campineira de revelar craques que o ex-atacante Edmar sonha em transformar um pequeno clube na mais nova força da cidade.

Ao lado do também ex-jogador Careca, Edmar fundou no dia 1 de janeiro de 1998 o Campinas Futebol Clube, um ambicioso projeto para criar um terceiro clube em Campinas e produzir novos atletas. Após 11 anos, o antigo companheiro de Maradona no Napoli deixou a equipe, mas o sonho de colocar o Águia na elite do futebol paulista continua vivo.

- O Careca foi se dedicar a outros projetos e eu fiquei com o Campinas. Ainda somos sócios em outros negócios e nossa amizade continua forte como antes – afirmou o presidente Edmar Bernardes dos Santos, natural de Araxá-MG, e agora com 49 anos.

Restando três rodadas para o final da primeira fase da Série A-3 do Campeonato Paulista (Terceira Divisão), o Campinas é o décimo colocado. A equipe chegou a liderar a competição, mas despencou na tabela e precisa terminar até o oitavo lugar para avançar. Caso consiga o acesso, vai enfrentar o Guarani, rebaixado para a A-2. Seria o primeiro encontro oficial do clube com um dos “vizinhos”.






Distintivo do Campinas carrega a águia, mascote do clube do interior paulista Apesar da posição intermediária na classificação, Edmar confia que, com o tempo, o Campinas estará brigando diretamente com Ponte e Bugre. Pelo menos na cidade, o ex-atacante já conseguiu dividir o empresariado. Com a ajuda de comerciantes, gasta aproximadamente R$ 100 mil (R$ 65 mil só com o profissional) para manter o clube. E se orgulha em não acumular dívidas.

- Seguramente, estaremos, no futuro, disputando para ser o melhor time de Campinas. Podemos chegar muito longe com o planejamento que elaboramos. Sempre faço as coisas com os pés no chão. O Campinas não atrasa seus salários e não tem nenhuma ação trabalhista. Os gastos são muitos, mas tenho algumas pessoas que me ajudam e que participam do projeto – revelou.

Assim como qualquer outro time brasileiro, o Campinas depende da negociação de seus jovens atletas para sobreviver. De lá saíram os atacantes Danilo Neco, destaque da Ponte Preta no Campeonato Paulista, e Jeda, atualmente no Cagliari-ITA. Para o futuro, Edmar aposta nos meias Alan e Caio.

- Não dá para ficar prendendo o jogador. A solução é sempre negociar e colocá-los nas vitrines do futebol. Temos jogadores nas categorias de base de boa parte dos grandes clubes do país. É só com esse tipo de parceria que você consegue sobreviver e manter o negócio vivo – disse.



Edmar, o artilheiro cigano


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Como dirigente, Edmar é tão ambicioso como quando jogador. Com 17 anos, foi artilheiro do Campeonato Brasiliense, pelo Brasília, com 15 gols. No ano seguinte, repetiu a dose, com nove marcados. O desempenho chamou a atenção do Cruzeiro, que o comprou e o repassou por empréstimo ao Taubaté. Logo na temporada de estreia, em 1980, se transformou no goleador máximo do Paulistão, com 17 gols.

- O que eu consegui com o Taubaté foi algo histórico. Fui artilheiro do campeonato mais disputado do país por um time que lutava contra o rebaixamento e superei feras como Serginho Chulapa, Careca, Sócrates e outros. Aquele foi o momento mais marcante da minha carreira. O que veio em seguida só confirmou o que eu fiz em 80, com apenas 20 anos – lembrou.

Edmar, aliás, conseguiu repetir o sucesso em outros clubes. Em 1985, foi artilheiro do Campeonato Brasileiro pelo Guarani, com 20 gols. Dois anos depois, liderou a lista de artilheiros do Campeonato Paulista, com 19 anotados, jogando pelo Corinthians. Em 84, foi o goleador do Flamengo na Taça Libertadores.

- Eu era um atacante oportunista e gostava de simplificar tudo. Com certeza, fiz mais de 500 gols na carreira. Hoje, você vê o atacante dificultando muito as coisas. Quando é para chutar, ele quer driblar. Alguns atacantes têm cheiro de gol. Outros fedem (risos) – brincou.

O atacante, entretanto, só não conseguiu fugir da fama de cigano do futebol. Foram 14 times na carreira: Brasília, Taubaté, Cruzeiro, Grêmio, Flamengo, Guarani, Palmeiras, Corinthians, Pescara-ITA, Atlético-MG, Santos, Comercial-SP, Bremel Sendai-JAP e Campinas.

- Eu era meio chato para contrato. Exigia aquilo que eu achava que merecia. Na hora de renovar, pedia o que valia, principalmente por fazer muitos gols. Às vezes, não tinha acordo, mas sempre algum time estava me querendo, uma porta se abria – explicou.



Amizade com Romário e Zico

Zico: boa parceria com Edmar Um dos pontos altos da carreira de Edmar foi disputer os Jogos Olímpicos de 1988, em Seul, na Coréia do Sul. O Brasil ficou com a medalha de prata no futebol ao perder para a extinta União Soviética na decisão. Mesmo assim, ele não esquece a convivência com o baixinho Romário.

- Ele era fabuloso, um dos maiores dentro da área. Foi muito bom jogar com ele. A convivência também sempre foi muito boa. Ele tinha suas particularidades, nunca gostou muito de treinar fisicamente. Era um sacrifício para ele. Mas, dentro da área, era fantástico – opinou.

Edmar também recorda com carinho e admiração o pouco tempo de trabalho que teve com Zico, no Flamengo.

- O Zico estava vendido para a Udinese e o Flamengo usou o dinheiro para me comprar do Cruzeiro. Jogamos pouco juntos. Mas, quando ele estava voltando, deu uma entrevista dizendo que o centroavante que mais tinha se encaixado no jogo dele era eu. Meu ego foi lá para cima. Ouvir isso dele foi uma honra. Fiquei muito feliz.



Ronaldo e Kléber Pereira: os melhores no momento

Marcos Ribolli/GLOBOESPORTE.COM
Ronaldo em ação contra o São Paulo Analisando os finalistas do Campeonato Paulista, o ex-atacante faz elogios a Ronaldo, mas também é fã de Kléber Pereira, do Santos. Keirrison, Washington e Borges também estão em alta com o antigo goleador.

- O Keirrison está oscilando, mas é normal pela idade. O Washington é um goleador nato. Outro que gosto de ver é o Borges. O Kléber Pereira, com certeza, estaria entre os artilheiros se as contusões não tivessem aparecido. Já o Ronaldo é um fora de série. Ele ainda precisa perder peso, mas é um cara diferenciado. Só de tocar na bola você já percebe – completou.

01/04/2001: Cruzeiro 0x1 uberlândia

sábado, 18 de abril de 2009


14/04/2009: Ituiutaba 1x4 Cruzeiro

quarta-feira, 15 de abril de 2009



Links
Melhores Momentos

Ficha Técnica
Ituiutaba 1x4 Cruzeiro
Motivo: jogo de ida da semifinal do Campeonato Mineiro
Data: 14/04/2009 (terça-feira)
Local: estádio Mineirão, em Belo Horizonte-MG
Árbitro: Wilson Luiz Seneme (SP)
Público: 12.390 pagantes
Renda: R$ 164.922,50
Gols: Wellington Paulista, aos 15 min, e Rodrigo Hote, aos 32 min do primeiro tempo; Kléber, aos 34 min e aos 43 min, e Wanderley, aos 41 do segundo tempo
Ituiutaba: Jonatas, Mateus, Neylor, Marcelo Brachini e Radar (Carlinhos); Olívio, Rafael, Kiko, Geovane (Paulinho Pedalada) e Marquinhos (Laércio); Rodrigo Hote
Técnico: Nedo Xavier
Cruzeiro: FábioJonathan (Jancarlos), Léo FortunatoGustavo e Gerson Magrão (Wagner)HenriqueMarquinhos ParanáRamires e BernardoKléber e Wellington Paulista (Wanderley)
Técnico: Adilson Batista
Cartões amarelos: Neylor, Marcelo Brachini, Mateus e Laércio (Ituiutaba); Léo Fortunato e Ramires (Cruzeiro)
Fonte: Site oficial do Cruzeiro

1985: Cruzeiro 3x0 Botafogo

terça-feira, 14 de abril de 2009



Cruzeiro 3 x 0 Botafogo
todos os jogos escalações
Cruzeiro
GOL Ademir Maria GOL Luiz Antônio DEF Eugênio DEF Orlando Fumaça MEI Eduardo ATA Carlos Alberto Seixas (2) MEI Douglas MEI Edu Lima MEI Tostão ATA Givaldo ATA Carlinhos (1) LAT Luís Cosme LAT Ademar TÉC João Francisco

Botafogo
GOL Luís Carlos DEF Rogério DEF Leiz DEF Osvaldo DEF Marinho MEI Berg ATA Baltazar MEI Alemão MEI Elói ATA Leandro LAT Rufino LAT Josimar ATA Renato TÉC Abel



Ficha técnica
data 07/04/1985
Torneio Campeonato Brasileiro 1985
Fase 1ª Fase
estádio Mineirão
Público 6,127
Árbitro Emídio

1998: Palmeiras 2x3 Cruzeiro

segunda-feira, 13 de abril de 2009



Palmeiras 2 x 3 Cruzeiro

Palmeiras GOL Velloso DEF Cléber DEF Agnaldo Liz MEI Alex ATA Almir (1) MEI Galeano DEF Roque Júnior MEI Zinho ATA Oséas LAT Júnior ATA Paulo Nunes (1) LAT Tiago Silva LAT Rogério LAT Arce TÉC Luís Felipe

Cruzeiro GOL Paulo César Borges DEF Wílson Gottardo DEF Marcelo Djian MEI Marcos Paulo MEI Caio MEI Valdo MEI Djair ATA Müller ATA Fábio Júnior (1) LAT Gustavo LAT Ronaldo ATA Marcelo Ramos (2) ATA Alex Alves , LAT Gilberto TÉC Levir

Ficha técnica
data 26/11/1998 Torneio Campeonato Brasileiro 1998 Fase Quartas de Final estádio Parque Antártica Público 28,317 Árbitro Sidrack Marinho

Tostão: O mineirinho de ouro

domingo, 12 de abril de 2009





Gylmar tenta, mas não pega. Carlos Alberto Torres só olha a bola na rede e Tostão comemora o gol de Natal. Era o massacre do Mineirão no dia 1º de dezembro de 1966 (6 a 2 para o Cruzeiro).

TOSTÃO Ele foi genial dentro de campo. E fora dele, seja como médico, comentarista, colunista, escritor, dentre outras várias funções que exerce, Eduardo Gonçalves de Andrade, o Tostão é referência para qualquer um que goste de um futebol de alto nível técnico. Sem dúvidas, o maior talento que já vestiu a camisa do Cruzeiro Esporte Clube. Foi o maior jogador mineiro depois de Pelé. Como meia ou centroavante, Tostão brilhou nos gramados do Brasil durante a década de 60 e começo dos anos 70. Infelizmente, aquele craque com visão de jogo inigualável, teve sua carreira abreviada - ironicamente - por um problema no olho esquerdo. Em uma partida contra o Corinthians, em 1969, o craque foi atingido por um potente chute do zagueiro Ditão, o que acabou por comprometer sua retina. Com apenas 27 anos, Tostão não podia mais jogar futebol, sob o risco de ficar cego. Mas a genialidade de Edu - como era chamado quando criança - garantiria um futuro de sucesso a ele. Formou-se em medicina em Belo Horizonte e passou a exercer a profissão. Após alguns anos de dedicação à medicina, passou a ser comentarista esportivo e cronista. Hoje, Tostão é respeitado por sua inteligência e coerência analisando futebol para todos os tipos de mídias, sendo requisitado freqüentemente pelos mais variados meios de comunicação. Durante os quase dez anos em que defendeu o Cruzeiro, Tostão conquistou o pentacampeonato mineiro, sagrando-se artilheiro da competição em quatro oportunidades. Porém, os feitos mais marcantes do jogador ainda estavam por vir: O título da Taça Brasil sobre o Santos de Pelé, em 1966, elevou-o ao patamar máximo de ídolo. Formando uma dupla inesquecível com Dirceu Lopes, o Cruzeiro venceu as duas partidas, por 6 a 2 (no Mineirão) e 3 a 2 (em pleno Pacaembu). O time da Toca da Raposa contava ainda com Piazza, Raul, Natal e Evaldo. Veja na foto acima, Gilmar dos Santos Neves, Carlos Alberto Torres e o jovem Tostão no momento do gol de Natal, um dos seis marcados pelo Cruzeiro contra o Santos no dia 1º de dezembro de 1966. No jogo de volta, no dia 8, Tostão fez de falta para o Cruzeiro, que venceu o Peixe, de virada, por 3 a 2. No primeiro tempo, o Santos derrotava a Raposa por 2 a 0. Mas foi na Copa de 1970 que Tostão escreveu o nome da história do futebol. Ao lado de Clodoaldo, Pelé, Gérson, Rivelino e Jairzinho, fez parte da Seleção Brasileira que encantou o mundo ao abocanhar o título com uma incontestável goleada sobre a Itália, por 4 a 1. Mesmo jogando um pouco fora de posição, o ex-craque brilhou abrindo espaço para os companheiros, exercendo um futebol extremamente solidário. A jogada contra a Inglaterra, que acabou no gol marcado por Jairzinho, é até hoje uma das mais reprisadas pela TV. Em 65 jogos pelo Brasil, balançou a rede 36 vezes. Nascido em Belo Horizonte, capital mineira, em 25 de janeiro de 1947, Tostão começou a carreira profissional no América-MG, antes de ter sido contratado a peso de ouro pelo Cruzeiro. Tostão sempre foi um exemplo de dedicação e profissionalismo dentro do futebol. Treinava sozinho e procurava aperfeiçoar seus pontos fracos, como o chute de direita. Também se destacava pela capacidade de prever e se antecipar ao lance, prova de sua imensa sabedoria e inteligência. Em 1972 foi protagonista da até então maior contratação do futebol brasileiro, ao ser vendido para o Vasco por cerca de 3,5 milhões de cruzeiros. O ex-meia jogou pouco tempo no clube carioca, menos de um ano. A retina novamente inflamou e Tostão foi submetido a mais uma cirurgia em Houston (EUA). A vista de Tostão ficou prejudicada, mas o futebol dele ainda está na retina dos amantes do futebol brasileiro e mundial. CURIOSIDADES Tostão foi um dos 47 jogadores convocados, pelo técnico Vicente Feola, para o período de treinamento que visava conquistar a Copa da Inglaterra e, consequentemente, o tricampeonato mundial de futebol. Infelizmente deu tudo errado. Os 47 jogadores convocados, devido a forte pressão dos dirigentes dos clubes, para o período de treinamento em Serra Negra-SP e Caxambu-MG como preparação para a Copa de 66, na Inglaterra, foram: Fábio – São Paulo, Gylmar – Santos, Manga – Botafogo, Ubirajara Mota – Bangu e Valdir – Palmeiras (goleiros); Carlos Alberto Torres – Santos, Djalma Santos – Palmeiras, Fidélis – Bangu, Murilo – Flamengo, Édson Cegonha – Corinthians, Paulo Henrique – Flamengo e Rildo – Botafogo (laterais); Altair – Fluminense, Bellini – São Paulo, Brito – Vasco, Ditão – Flamengo, Djalma Dias – Palmeiras, Fontana – Vasco, Leônidas – América/RJ, Orlando Peçanha – Santos e Roberto Dias – São Paulo (zagueiros); Denílson – Fluminense, Dino Sani – Corinthians, Dudu – Palmeiras, Edu – Santos, Fefeu – São Paulo, Gérson – Botafogo, Lima – Santos, Oldair – Vasco e Zito – Santos (apoiadores); Alcindo – Grêmio, Amarildo – Milan, Célio – Vasco, Flávio – Corinthians, Garrincha – Corinthians, Ivair – Portuguesa de Desportos, Jair da Costa – Inter de Milão, Jairzinho – Botafogo, Nado-Náutico, Parada – Botafogo, Paraná – São Paulo, Paulo Borges – Bangu, Pelé – Santos, Servílio – Palmeiras, Rinaldo – Palmeiras, Silva – Flamengo e Tostão – Cruzeiro (atacantes). Dos 47 convocados por Vicente Feola, para esse infeliz período de treinamentos, acabaram viajando para a Inglaterra os seguintes 22 "sobreviventes": Gilmar e Manga (goleiros); Djalma Santos, Fidélis, Paulo Henrique e Rildo (laterais); Bellini, Altair, Brito e Orlando Peçanha (zagueiros); Denílson, Lima, Gérson e Zito (apoiadores); Garrincha, Edu, Alcindo, Pelé, Jairzinho, Silva, Tostão e Paraná (atacantes). Tostão comemora aniversário no mesmo dia do português Eusébio e do atacante Robinho. Um dos maiores ídolos da história do Cruzeiro nasceu no dia 25 de janeiro de 1947. Além de técnico, Tostão era artilheiro. Com a camisa do Cruzeiro, entre 65 e 72, ele marcou 249 gols, tornando-se o maior artilheiro da história do clube. FICHA Nome: Eduardo Gonçalves de Andrade Data e local de nascimento: 25/1/1947, em Belo Horizonte (MG) Posição: Atacante. Clubes: Cruzeiro, em 61, América Mineiro, em 62 e 64, Cruzeiro, de 65 a 72, Vasco, de 72 a 73. Títulos: Taça Brasil de 66; Campeonato Mineiro de 65, 66, 67, 68 e 69; Copa Rio Branco de 67, pelo Cruzeiro; Copa do Mundo de 70 e da Minicopa de 72, pela Seleção Brasileira. FRASE "Zagallo não queria que eu jogasse com Pelé", confessando que o então técnico da Seleção Brasileira não pretendia colocar os dois atletas atuando juntos por causa dos poucos gols que o centroavante marcou nas Eliminatórias da Copa de 70. Mais no blog do Milton Neves

Anos 80: Cruzeiro 3x1 Uberaba

sábado, 11 de abril de 2009

Reportagem sobre Charles

sexta-feira, 10 de abril de 2009









Até Diego Armando Maradona gostava do futebol dele. Tanto isso era verdade que o craque argentino decidiu apostar em sua contratação. Assim, Charles, o Charles Fabian Figueiredo Santos, um dia chegou a vestir a camisa de um dos times mais vencedores da América: o Boca Juniors. Ele, que já foi técnico das categorias de base do Bahia, clube que o revelou, assumiu em 2009 a Secretaria de Esportes e Lazer de Itapetinga (BA), sua cidade natal.

Nascido no dia 12 de abril de 1968, Charles começou a se destacar no time do Bahia que conquistou o Campeonato Brasileiro de 1988. Ao lado de Bobô, Zé Carlos, Paulo Rodrigues, Gil, Marquinhos e companhia, o time tricolor, comandado por Evaristo de Macedo, fez surpreendente campanha e bateu o Internacional, de Taffarel, na final.

O "Princípe Charles", como era chamado em Salvador, permaneceu no Bahia por dois anos. É que o presidente do clube mais popular do estado, Paulo Maracajá, não aceitava negociar facilmente os craques do time. Tanto que Zanata e Bobô só saíram do Bahia por montanhas de dinheiro.

Em 1991, porém, não teve jeito. Uma proposta milionária do Cruzeiro fez com que o Bahia negociasse o seu artilheiro. Pelo time da Toca da Raposa, Charles continuou fazendo gols e chamou a atenção de Maradona, que o levou para o Boca Juniors. Mas em Buenos Aires, Charles não conseguiu render o mesmo futebol.

Atrapalhado por contusões, ele retornou ao Brasil e não conseguiu emplacar muito no Flamengo (apesar dos 18 gols em 30 jogos, segundo números do "Almanaque do Flamengo", de Roberto Assaf e Clóvis Martins), no Grêmio e mais uma vez no Bahia.

Encerrou a carreira ainda novo, por causa de lesão no joelho. Tem residência fixa em Salvador (BA), onde vive com a família.

Começo bom na seleção

Com a camisa da Seleção Brasileira, segundo números do livro "Seleção Brasileira 90 anos", de Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf, Charles atuou 11 vezes (3 vitórias, 4 empates e 4 derrotas) e marcou três gols. Ele foi convocado pelo técnico Sebastião Lazaroni em 1989 e logo em sua estréia, em jogo amistoso contra o Peru, em Fortaleza, no dia 10 de maio de 1989, Charles marcou dois gols na vitória por 4 a 1. Em sua segunda partida, contra Portugal, no Maracanã, Charles voltou a mostrar seu faro de gol. Fez um dos gols na goleada por 4 a 0.

Depois, durante a primeira fase da Copa América, em Salvador (BA), Charles teve seu nome muito gritado por torcedores na Fonte Nova. Mas o técnico Lazaroni decidiu apostar em Romário e Baltazar, o "Artilheiro de Deus". Por não escalar Charles, o treinador foi bastante vaiado no jogo de estréia contra a Venezuela, na vitória por 3 a 1.

Charles chegou a vestir algumas outras vezes a camisa canarinho, mas não conseguiu se firmar como titular. Assim, ele acabou ficando fora da Copa do Mundo da Itália, em 1990.

por Rogério Micheletti

Texto e fotos extraídos do blog do Milton Neves

08/04/2009: Estudiantes 4x0 Cruzeiro

quinta-feira, 9 de abril de 2009



Ficha Técnica
Estudiantes 4x0 Cruzeiro
Motivo: 5ª rodada da fase classificatória da Copa Santander Libertadores
Data: 08/04/2009 (quarta-feira)
Local: estádio Ciudad de La Plata, em La Plata-ARG
Árbitro: Roberto Silvera (URU)
Gols: Verón, aos 5 min, e Gastón Fernández, aos 32 min do primeiro tempo; Prette, aos 28 min e aos 32 min do segundo tempo
Estudiantes: Andújar; Angeleri, Cellay, Desábato, Iberbia; Pérez, /paña, Verón (Sánchez) e Benítez; Boselli (Prette) e Gastón Fernández (Calderón)
Técnico: Alejandro Sabella
Cruzeiro: FábioJancarlos (Elicarlos), Leonardo Silva, Thiago Heleno  e Jonathan (Bernardo); FabrícioHenriqueMarquinhos ParanáRamires e Gerson MagrãoWellington Paulista (Soares)
Técnico: Adilson Batista
Cartões amarelos: Jonathan, Ramires e Bernardo (Cruzeiro); Verón e Desábato (Estudiantes)
Fonte: Site oficial do Cruzeiro


Do Globoesporte.com
O Cruzeiro adiou de forma melancólica e até perigosa a sua classificação às oitavas-de-final para a última rodada da fase de grupos da Taça Libertadores. Em um jogo que começou tumultuado por causa do atraso com que a delegação celeste chegou ao Estádio Ciudad La Plata, o Estudiantes aplicou uma goleada na Raposa por 4 a 0, na noite desta quarta-feira, pela quinta rodada do Grupo 5 da competição, com dois gols de Sánches Prette, um de Verón e outro de Fernández. O time argentino devolveu com um gol a mais a derrota que sofrera no Mineirão por 3 a 0, e os mineiros perdem a primeira na competição.
O resultado mantém o Cruzeiro em primeiro na chave, com dez pontos, mas agora com apenas um de vantagem sobre o Estudiantes, que passa a ter nove. A Raposa pode avançar mesmo sem entrar em campo: basta que o seu próximo adversário, o Deportivo Quito, não vença o lanterna Universitario de Sucre, no dia 14, em casa. Se isso acontecer, o time mineiro continua precisando só de um ponto para se classificar, que vai buscar em casa, contra a equipe equatoriana, no dia 23. Mas se perder, corre risco de não avançar. O time argentino joga a última fora, contra os bolivianos.
Nesta terça, dia 14, é a vez do o time azul voltar às atenções para o Campeonato Mineiro, no jogo de ida das semifinais, quando visita o Democrata de Governador Valadares ou o Ituiutaba, que decidem a vaga nesta quinta.
O jogo começou muito cedo para o time celeste. A delegação brasileira teve que pegar um caminho mais longo de Buenos Aires, onde estava hospedada, a La Plata, local do jogo, por causa de uma manifestação popular que havia fechado o caminho para o estádio. Com isso, o jogo começou 40 minutos mais tarde, e os jogadores tiveram que aquecer e até vestir as camisas azuis dentro do frio gramado do Estádio Ciudad La Plata.
A consequência disso se viu logo aos cinco minutos de jogo. Embora o time celeste tivesse chegado com perigo pouco antes, com Gérson Magrão, a zaga deu bobeira em seguida. Fernández recebeu livre, avançou pela ponta direita e rolou na área para o veterano Verón só completar e marcar: 1 a 0.
A desconcentração celeste era tão evidente, que Marquinhos Paraná chegou a chutar uma bola nas costas do colega Wellington Paulista em um lance de ataque. Se aproveitando dos erros celestes, o Estudiantes levou mais perigo e, aos 31, aumentou o placar. Marquinhos Paraná foi desarmado na saída de bola por Boselli, que entrou na área e tocou para Fernández marcar o segundo gol.
O técnico Adilson Batista fez apenas um alteração no intervalo, tirando o machucado Jonathan para a entrada do garoto Bernardo, revelação da Copa São Paulo de Futebol Júnior deste ano. E logo no primeiro minuto, Thiago Heleno escorou de cabeça uma cobrança de falta de Gérson Magrão e balançou as redes. O árbitro uruguaio Roberto Silvera apitou impedimento, mas o último toque foi dado pela zaga argentina, em um lance polêmico.
Em uma disputa de bola aos 14, o zagueiro Leonardo Silva acertou o argentino Verón, que levou a pior e, mesmo com o nariz sangrando, continuou em campo. E foi importante para o time argentino, já que aos 28, ele cobrou uma falta deixando Sánchez Prette, que acabara de entrar, na cara do gol para marcar o terceiro do Estudiantes. A zaga celeste ficou parada pedindo impedimento. O atacante ainda marcaria mais um aos 32, depois de tabelar com Verón e bater cruzado, para alegria da torcida, que a esta altura cantava alto no estádio.
Como havia perdido por 3 a 0 no Mineirão, no dia 19 de fevereiro, na estreia das duas equipes, o Estudiantes devolveu a derrota com juros e correção monetária. Com gritos de olé até o apito final.


1976: Cruzeiro x Alianza

quarta-feira, 8 de abril de 2009

1980: Cruzeiro x Botafogo

terça-feira, 7 de abril de 2009



escalações
Cruzeiro
GOL Luiz Antônio DEF Zezinho Figueiroa DEF Bianchi MEI Nélio MEI Alexandre ATA Carlinhos MEI Erivélton MEI Eduardo Amorim ATA Roberto César ATA Luís Carlos Oliveira (1) ATA Joãozinho LAT Luís Cosme LAT Nelinho (1) TÉC Hilton Chaves Botafogo
GOL Paulo Sérgio DEF Luís Cláudio DEF Renê MEI Marcelo MEI Zé Carlos MEI Renato Sá MEI Mendonça ATA Ricardo Silva MEI Wecsley LAT Serginho LAT Perivaldo (1) ATA Edson ATA Jerson TÉC Paulo Amaral
jogos históricos



ficha técnica
data 23/03/1980
Torneio Campeonato Brasileiro 1980
Fase 1ª Fase
estádio Mineirão
Público 28,964
Árbitro Dulcídio

05/04/2009: Tupi 2x7 Cruzeiro

segunda-feira, 6 de abril de 2009



Links
Primeiro Tempo completo
Segundo Templo completo
Melhores Momentos

Ficha Técnica
Tupi 2x7 Cruzeiro
Motivo: jogo de volta das quartas-de-final do Campeonato Mineiro
Data: 05/04/2009 (domingo)
Local: estádio Mário Helênio, em Juiz de Fora-MG
Árbitro: José Henrique de Carvalho (SP)
Público: 10.671 pagantes
Renda: R$88.015,00
Gols: Kléber aos 32min do primeiro tempo; Kléber aos 9min, Ramires aos 18min e Fabrício aos 20min, Fabrício (contra) aos 24min, Hugo aos 27min, Kléber aos 29min, Ramires aos 42min e Marquinhos Paraná aos 46min do segundo tempo
Tupi: Gonçalves; Serginho, Reginaldo, Rodrigão e Michel; Bruno Ramos, Darlan (Noel), Róbson (Rodrigo) e Hugo; Ademilson e Márcio Carioca (Carlão)
Técnico: Leonardo Condé
Cruzeiro: FábioJancarlosGustavo (Léo Fortunato), Thiago Heleno Gerson MagrãoFabrício (Elicarlos), Marquinhos ParanáHenrique e RamiresSoares (Bernardo) e Kléber
Técnico: Adilson Batista
Cartões amarelos: /puno Ramos, Noel e Reginaldo (Tupi); Fa/pício, Henrique, Jancarlos, Kléber e Thiago Heleno (Cruzeiro)
Fonte: Site oficial do Cruzeiro



Do Globoesporte.com
Com uma atuação avassaladora, especialmente no segundo tempo, o Cruzeiro massacrou o Tupi, em Juiz de Fora, e confirmou sua vaga nas semifinais do Campeonato Mineiro. Kléber (3), Ramires (2), Fabrício e Marquinhos Paraná construíram a goleada por 7 a 2 no estádio Mário Helênio (assista aos gols da partida no vídeo ao lado). Fabrício (contra) e Hugo marcaram para a equipe da casa.
Agora, a Raposa aguarda o vencedor do confronto entre Ituiutaba e Democrata, que será decidido na próxima quinta-feira. Na primeira partida, o Ituiutaba levou a melhor, por 1 a 0. Antes, porém, o time celeste vai a La Plata, na Argentina, enfrentar o Estudiantes, pela Libertadores, na quarta-feira.
Quem assistiu aos dez minutos iniciais de partida não poderia imaginar que, ao fim dos 90 minutos, as redes teriam balançado nada menos do que nove vezes. Apesar do ritmo acelerado, o começo de jogo foi marcado por muitas faltas, algumas delas violentas, como a de Thiago Heleno em Márcio Carioca, logo a um minuto, que rendeu o cartão amarelo ao zagueiro cruzeirense. Além deste, outros quatro amarelos foram distribuídos na etapa inicial.
O Tupi assustou primeiro. Fábio deu rebote depois de uma cobrança de falta que desviou na barreira, e Márcio Carioca, sozinho, isolou, aos três minutos. Aos sete, um erro grave do árbitro paulista José Henrique Carvalho: após escanteio cobrado pela direita do ataque celeste, Bruno Ramos interceptou a bola claramente com a mão. Os cruzeirenses protestaram, mas o juiz mandou o jogo seguir. Faltas e correria à parte, o Cruzeiro tinha o controle da posse de bola e rondava perigosamente a área do Tupi. Henrique teve boa chance de cabeça aos 15, mas o goleiro Gonçalves defendeu. Outra ótima oportunudade surgiu aos 19. Gerson Magrão puxou o contra-ataque e lançou Ramires. O camisa 10 tocou com categoria por cima de Gonçalves, mas a bola passou raspando ao poste esquerdo. O Tupi respondeu com uma bonita troca de passes no ataque.  Ademílson chutou da grande área para boa defesa de Fábio.
Mas o Cruzeiro era superior e atacava com mais contundência. Aos 31, Marquinhos Paraná escapou pela direita e foi derrubado pelo goleiro do Tupi. Desta vez, o árbitro apitou o pênalti, bem cobrado por Kléber: Gonçalves para a esquerda, bola para a direita, e Cruzeiro 1 a 0. O segundo gol quase saiu um minuto depois, após linda triangulação entre Gérson Magrão, Kléber e Ramires. A finalização de Magrão, porém, parou na zaga. Antes do intervalo, o time celeste ficou sem o zagueiro Gustavo, que sofreu uma forte pancada no nariz em disputa no ataque. Léo Fortunato entrou no lugar dele.
O Tupi poderia ter posto fogo na partida se, aos três minutos do segundo tempo, Márcio Carioca fosse mais competente na conclusão a gol após bom passe de Hugo. Mas o chute saiu fraco e Fábio defendeu com facilidade. Aos seis, Rodrigão assustou em cobrança de falta - a bola passou rente à trave direita da meta celeste. O time da casa partia com tudo em busca do empate quando, aos nove, Marquinhos Paraná avançou outra vez pela direita e cruzou para a área. Kléber foi mais esperto que o zagueiro e se antecipou para marcar com a ponta da chuteira: 2 a 0.
Fabrício faz contra e a favor
O gol foi como um soco na ponta do queixo do Tupi, que baixou a guarda e virou presa fácil para a Raposa. Melhor para Ramires, que recebeu passe açucarado de Jancarlos e tocou na saída de Gonçalves para ampliar, aos 18. O quarto gol saiu dos pés de Fabrício, em chute rasteiro de fora da área, com a colaboração do goleiro, aos 20.
Com a classificação decidida, o Cruzeiro relaxou e deu espaços para o Tupi atacar. O time da casa diminuiu o prejuízo quando Fabrício cabeceou contra o próprio gol, depois de cobrança de falta pela esquerda, aos 24. Em outro lance de bola parada, Hugo fez o segundo, chutando com maestria, no ângulo superior esquerdo de Fábio, aos 27.
Só um susto...
O Cruzeiro, todavia não sentiu os golpes.  Kléber se encarregou de dar um fim às pretensões dos donos da casa e fez o terceiro dele na partida, aos 29, completando de pé direito o cruzamento de Ramires. E apesar da vaga mais do que assegurada, a Raposa não se acomodou. Kléber ainda marcou um gol anulado pela arbitragem por impedimento de Ramires, aos 35.  Diante de um adversário cambaleante, estava fácil. Gerson Magrão cruzou da esquerda, Marquinhos Paraná cabeceou para a área e Ramires empurrou para a rede, aos 42. Para pintar o sete, Marquinhos Paraná aproveitou a sobra do goleiro e deu números finais à goleada em Juiz de Fora, aos 46.

1995: Reportagem sobre Marcelo Ramos

domingo, 5 de abril de 2009

Reportagem: Dirceu e Vantuir

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Anos 80: Cruzeiro 3x3 América MG

quarta-feira, 1 de abril de 2009



15/11/1981 – Empate 3 x 3 (Abel, Carlinhos, Macedo / Aquiles, Mateus, Wagner)