Esta entrevista foi concedida ao repórter Helvídio Matos, da TV Cultura de SP, no Programa Grandes Momentos do Esporte em 1995. Nela, ex ponta cruzeirense conta um pouco da sua trajetória no futebol, do início, quando seu pai, que era motorista do ex-presidente Carmine Furletti, conseguiu um teste pra ele nas categorias de base do clube. Apesar da forçação de barra do repórter paulista, em ligar o cruzeirense ao Palmeiras foi uma excelente e imperdível entrevista. Espero que curtam relembrar essa passagem magnífica da história do Cruzeiro.
Em jogo de três expulsões, Cruzeiro vacila e cede empate no final
Do UOL Esporte
Em Belo Horizonte
Em jogo de três expulsões, entre as quais os cruzeirenses Wellington Paulista e Fabrício, e marcado por lances violentos, o Cruzeiro cedeu o empate, no final da partida, ao Deportivo Quito, por 1 a 1, nesta quarta-feira, no estádio Olímpico Atahualpa, em Quito, no Equador. Com o resultado, o time mineiro manteve a liderança isolada do grupo 5 da Libertadores.
O gol cruzeirense foi marcado por Ramires, aos 38min do primeiro tempo. O volante estreou na Libertadores, depois de cumprir suspensão na vitória sobre o Estudiantes, por 3 a 0, no Mineirão, por causa de expulsão na derrota para o Boca Junior, no ano passado. Porém, Caicedo empatou aos 46min da etapa final.
Com o empate, o Cruzeiro chegou a quatro pontos em dois jogos e permaneceu na liderança do grupo. O Deportivo Quito, que empatou na estreia com o Universitario de Sucre, tem agora dois pontos. Nesta quinta-feira, Estudiantes e Universitário de Sucre se enfrentam em La Plata, na Argentina.
O jogo ficou prejudicado pelos lances violentos. No primeiro tempo, Wellington Paulista foi expulso num lance Tenorio e saiu de campo reclamando. "Não botei a mão em ninguém. Só fui mais alto que ele e o juiz me expulsou", disse o atacante do Cruzeiro em entrevista à TV Globo.
No segundo tempo, mais duas expulsões. Luís Checa fez falta violenta em Thiago Ribeiro e levou o cartão vermelho. Aos 21min, foi a vez de Fabrício, que já havia recebido o cartão amarelo, ser expulso de campo. Imediatamente, o técnico Adilson Batista colocou o volante Henrique no lugar do meia Wagner.
O Cruzeiro já teve três jogadores expulsos em dois jogos na Libertadores. Contra o Estudiantes, o estreante Kléber, que marcou dois gols, recebeu o cartão vermelho e permanceu em campo apenas 14 minutos.
Mesmo com um jogador a menos, o Cruzeiro conseguiu administrar o resultado até os 46min, mas num vacilo no finalzinho permitiu que o Deportivo Quito empatasse a partida. Na altitude de 2.850 metros da capital equatoriano, o time mineiro foi bastante pressionado no final.
Apesar do empate no final, jogadores valorizaram o ponto conquistado fora de casa. "Foi muita falta de sorte no final. Eles insistindo, insistindo, a gente tirando todas, e no último minuto sofre o gol. Mas foi um resultado bom, acho que o empate fora está de bom tamanho. Com certeza, a gente é mais favorito lá no Mineirão", disse Fabrício.
O Cruzeiro enfrentou ainda um adversário envolvido em grave crise financeira. Por causa de atraso no pagamento de salários e premiações, os jogadores do Deportivo iniciaram, na semana passada, uma greve, se recusando até mesmo a treinar. A paralisação foi interrompida na segunda-feira justamente por causa do jogo desta quarta-feira.
"Uma equipe que não treina não pode ter aspirações de alcançar grandes coisas em um torneio internacional, com a Copa Libertadores. Isso não é bom para um clube da grandeza do Deportivo Quito", disse o técnico do Deportivo, Rubén Insúa, que destacou a atuação de sua equipe no segundo tempo.
Na próxima rodada do grupo 5 da Libertadores, o Cruzeiro terá outro desafio na altitude. Na quarta-feira 4 enfrenta o Universitario de Sucre, na Bolívia. Antes disso, terá compromisso pelo Campeonato Mineiro, contra o Ituiutaba, no próximo domingo, no Mineirão.
Ficha Técnica Uberaba 2x2 Cruzeiro
Motivo: sexta rodada do Campeonato Mineiro
Data: 21/02/2009 (sábado)
Local: estádio Uberabão, em Uberaba-MG
Árbitro: Emerson Almeida Ferreira (MG)
Gols: Jancarlos, aos 7 min., Michel Cury, aos 31 min. e Gerson Magrão aos 38 min. do primeiro tempo; Ivonaldo, aos 40 min. do segundo tempo
Público: 8.131 pagantes
Renda: R$ 85.310 Uberaba: Laílson; Ivonaldo, Gustavo, Glauco e Jackson; Balduíno, Gabriel (Augusto César), Biro Gomes (Fidalgo) e Michel Cury; Danilo e Maurício.
Técnico: Pedrinho Rocha
Cruzeiro: Andrey; Jancarlos (Jonathan), Anderson, Léo Fortunato e Gustavo; Fabrício, Elicarlos, Ramires e Gerson Magrão; Kléber (Wanderley) e Soares (Bernardo). Técnico: Adilson Batista
Cartões amarelos: Ga/piel (Uberaba); Gustavo, Ramires, Léo Fortunato, Elicarlos, Fa/pício, Anderson e Gerson Magrão (Cruzeiro)
Cartões vermelhos: Glauco (Uberaba); Fabrício (Cruzeiro) Fonte: Site Oficial do Cruzeiro
Do Globoesporte.com
Pela primeira vez na temporada, o Cruzeiro saiu de campo sem a vitória. Com três titulares em campo, a equipe fez 2 a 1 no Uberaba no primeiro tempo, com gols dos alas Jancarlos e Gérson Magrão, mas cedeu o empate aos 40 minutos do segundo tempo. Chegou a 15 pontos no Campeonato Mineiro, mantendo-se na liderança com três de vantagem sobre Democrata e Ituiutaba, que também empataram seus jogos nesta rodada.
O técnico Adilson Batista escalou Fabrício, Ramires e Kléber e experimentou o esquema 3-5-2 no time misto, levando alguns sustos. O atacante Kléber começou pela primeira vez uma partida com seu novo time: não fez gol, mas tampouco foi expulso. Quem recebeu cartão vermelho desta vez foi o meia Fabrício.
O time celeste volta a entrar em campo para enfrentar o Deportivo Quito no Equador, na quarta-feira, pela Libertadores. Na próxima rodada do Mineiro, recebe o terceiro colocado Ituiutaba, às 16h de domingo. Um dia depois, o Uberaba enfrenta o Villa Nova, também em casa e às 16h.
Gols e festival de cartões amarelos
O primeiro tempo foi bastante movimentado, com três gols e oito cartões amarelos. Foram seis para jogadores do Cruzeiro, que sofreu com erros de marcação, em parte causados pelo esquema com três zagueiros. Mas o Uberaba pouco se interessou em explorar a desorganização defensiva do adversário. Manteve-se cauteloso na defesa, inclusive com um camisa 9 (Maurício) jogando como volante.
O Cruzeiro furou a retranca logo aos sete minutos. Jancarlos cobrou falta, e a bola quicou no gramado irregular do Uberabão, fugindo do alcance do goleiro Laílson. Mas o jogo continuou truncado após o gol. Kléber foi muito bem marcado, e nem sempre na bola. Com 21 minutos, já havia sofrido cinco faltas.
O Uberaba chegou ao empate aos 31 minutos. Michel Cury se deslocou no meio de um mar de defensores do Cruzeiro e recebeu ótimo passe. Esperou a saída do goleiro Andrey e chutou no canto.
Mesmo sem chegar com frequência no ataque, o Cruzeiro marcou o seu segundo gol. Kléber escorregou e deu passe para Gustavo chutar de longe. Assim como no primeiro gol, Laílson não se deu bem com o quique da bola no gramado e espalmou para frente. Gérson Magrão, até então com atuação apagada, aproveitou o rebote e marcou.
Fabrício bate boca e é expulso
Para o segundo tempo, o técnico Adilson Batista tentou resolver os problemas defensivos na base da conversa, sem fazer substituição. Pedrinho Rocha, então, não esperou muito para tornar seu time mais ofensivo, trocando Gabriel por Augusto.
A partida ficou nervosa. Ramires foi o primeiro a se desentender com um adversário, chegando a empurrá-lo. Não recebeu cartão. Em seguida, Fabrício bateu boca com Glauco, e ambos receberam o vermelho.
Após as expulsões, cada time teve uma chance clara de gol. Pelo Cruzeiro, Gérson Magrão fez boa jogada e deu passe para Kléber, que driblou um zagueiro e chutou para defesa de Laílson. Pelo Uberaba, Biro Gomes acertou a trave.
Adilson Batista fez três subtituições na segunda etapa, dando gás ao time e ocupando o meio-campo. Já Pedrinho Rocha lançou sua equipe ao ataque e teve sucesso. Aos 41 minutos, Ivonaldo marcou o gol de empate. Logo na saída de bola, Ramires teve chance de deixar o Cruzeiro novamente em vantagem, mas Laílson fez difícil defesa.
Do site da UOL
A pedido da torcida, Kléber entrou no segundo tempo e, em 14 minutos, mudou a história da estreia do Cruzeiro na Copa Libertadores 2009. Com dois gols do atacante, que foi expulso em seu primeiro jogo com a camisa celeste, o time mineiro derrotou o Estudiantes, por 3 a 0, nesta quinta-feira, no Mineirão, e assumiu a liderança isolada do grupo 5 da competição.
O Cruzeiro estava mal na partida. Kléber substituiu a Thiago Ribeiro aos 15min da etapa final. Dois minutos depois, Fernandinho abriu o placar, em cobrança de pênalti. A partir daí o ex-palmeirense, apelidado de Gladiador, entrou em ação e viveu uma noite de herói e vilão.
Kléber marcou dois gols relâmpagos, aos 24min e 27min. Porém, como recebeu o cartão amarelo na comemoração do gol, o atacante levou o segundo ao fazer falta em Verón e foi expulso pelo árbitro Carlos Amarilla. Com a expulsão logo na estreia pelo Cruzeiro, o atacante alimentou a fama de jogador indisciplinado e acostumado aos cartões.
"Infelizmente acabei sendo expulso. Mas ficou feliz de ter entrado, de poder ajudar o Cruzeiro, com dois gols, se movimentando bastante. Acho que o time está de parabéns, e a torcida deu um grande exemplo de apoiar o time. Espero que nós próximos jogos seja assim também porque vamos precisar muito do torcedor", disse Kléber em entrevista coletiva após o jogo.
O atacante foi contratado junto ao Dynamo de Kiev, envolvido na negociação de Guilherme com o clube ucraniano. Logo depois de anunciado, Kléber foi alertado pelo técnico Adilson Batista sobre o excesso de cartões levados no ano passado atuando pelo Palmeiras. No entanto, em seu primeiro jogo, foi expulso.
Apesar de estar com um jogador a menos o restante do segundo tempo, o Cruzeiro administrou o resultado e garantiu a vitória importante. O time celeste assumiu a liderança do grupo 5 com três pontos, uma vez que o Universitário de Sucre e Deportivo Quito empataram por 1 a 1 na estreia e somaram um ponto cada um.
KLÉBER VÊ EXPULSÃO INJUSTA
Expulso em sua estreia pelo Cruzeiro, que durou apenas 14 minutos, o atacante Kléber, autor de dois gols na vitória por 3 a 0 sobre o Estudiantes, acredita que está marcado pelo árbitro Carlos Amarilla, que o tirou de campo aos 29min do segundo tempo. "No meu modo de ver, não era para expulsão, mas acontece", disse o jogador.
O próximo adversário do Cruzeiro, na Libertadores, será o Deportivo Quito, do Equador, que convive com salários atrasados e greve de atletas. O jogo está marcado para Quarta-feira de Cinzas, dia 25, em Quito. Antes disso, a equipe celeste enfrenta o Uberaba, pelo Campeonato Mineiro, no sábado 21, no Triângulo Mineiro.
Com a vitória sobre o Estudiantes, o Cruzeiro manteve 100% de aproveitamento na temporada. O time venceu os oito jogos que disputou neste ano, sendo dois pelo torneio de verão do Uruguai, cinco pelo Mineiro e o desta quinta-feira da Libertadores.
No primeiro tempo, o Cruzeiro foi surpreendido pelo Estudiantes, que não se intimidou e partiu para cima dos donos da casa. Com marcação forte, o time argentino chegou com perigo ao gol de Fábio. A equipe mineira não conseguiu furar o bloqueio dos visitantes e pouco criou na etapa inicial.
O Cruzeiro continuou com dificuldade no segundo tempo e ainda era ameaçada pelo Estudiantes. Dois minutos da entrada de Kléber, no lugar de Thiago Ribeiro, o time mineiro abriu o placar no Mineirão. O árbitro marcou pênalti de Germán Re em Wellington Paulista. Fernandinho cobrou forte no canto direito do goleiro Andújar.
Aos 24min, Kléber recebeu de Wellington Paulista e bateu cruzado para ampliar para o Cruzeiro. Três minutos depois, o atacante voltou a marcar para o time da casa. Em seguida, aos 29min, Kléber, que havia recebido o cartão amarelo no lance do gol, foi amarelado novamente e acabou expulso de campo.
quarta-feira, 12out94, Mineirão, Belo Horizonte, jogo de volta das quartas-de-final da Supercopa da Libertadores - Público: 34.311 pagantes - Renda: R$188.526,50 - Juiz: Júlio Mattos (Uru) – Bandeiras: Daniel Bello e Daniel Lambada (Uru) – Amarelos: Zelão, Jean Carlo (Cru); Veron, Sosa (Est) – Vermelhos: Toninho Cerezo, Jean Carlo (Cru) - Gols: Roberto Gaúcho, 18; Nonato, pênalti, 36, Edenílson, 47 do 2º tempo - Cruzeiro:Dida, Zelão, Luisinho, Rogério Lourenço, Nonato, Douglas, Toninho Cerezo, Jean Carlo e Macalé (Mário Tilico); Cleison (Edenílson) e Roberto Gaúcho. Tec: Palhinha. / Estudiantes: Bossio, Rojas, Pratola, Fontana e Squadrone; Galeano, Verón, Salinas (Diego Capria) e Gaitan (Calderon); Martín Palermo e Sosa. Tec: Miguel Ángel Russo e Eduardo Luján Manera. Nota - Dida defendeu pênalti cobrado por Verón quando o placar estava 3×0. Ficha técnica retirda do blog PHD
Cruzeiro vence e amplia série contra o Galo (15/02)
Vicente Ribeiro - Portal Uai
Triunfo por 2 a 1 aumentou sequência invicta no clássico para 10 jogos
Não faltou emoção, lances bonitos, polêmica e gols no primeiro clássico do ano no Mineirão. O Cruzeiro levou a melhor, venceu o Atlético por 2 a 1, neste domingo, manteve os 100% de aproveitamento e garantiu vaga para as quartas-de-final do Campeonato Mineiro. Ramires e Soares marcaram os gols dos celestes, enquanto Diego Tardelli, em cobrança de pênalti, descontou.
O Cruzeiro chegou a 15 pontos, em cinco partidas, se isolando na liderança e confirmando classificação à próxima fase. O Atlético ficou nos oito pontos, em igual número de partidas, e mais longe da ponta. Foi o segundo triunfo dos celestes sobre os alvinegros em 2009, depois dos 4 a 2 no Torneio de Verão, no Uruguai, em Montevidéu, em janeiro.
Com o resultado, o Cruzeiro ampliou a sequência invicta no clássico diante do Atlético. O time celeste não perde para o arquirrival há dez partidas, com nove vitórias e um empate. O Galo amargou mais uma partida de jejum, não ganha desde os 4 a 0 na primeira decisão do Estadual de 2007, quando levantou a taça.
O jogo
O técnico Adílson Batista surpreendeu na escalação do Cruzeiro. Principalmente do meio para frente, com Gérson Magrão no lugar de Wagner e Soares no de Wellington Paulista. Desde o começo da partida, ficou claro que a ordem no time celeste era atacar pela direita, explorando o lado esquerdo da defesa alvinegra. Especialmente com os avanços de Júnior.
No Galo, ficou visível a falta de um armador para coordenar as jogadas. A tarefa de carregar a bola para o setor ofensivo coube a Éder Luís, o que deixou Diego Tardelli isolado entre os zagueiros do Cruzeiro. Logo aos 6min, veio o primeiro lance polêmico. Carlos Alberto foi lançado em velocidade e caiu na área em disputa com Leo Fortunato. A arbitragem nada marcou, mas os atleticanos - em especial o técnico Emerson Leão - reclamaram muito.
Logo no primeiro lance de perigo, o Cruzeiro percebeu que o caminho estava aberto pelo lado direito do ataque. Dali saiu o cruzamento para Ramires dominar na área e acertar a trave de Juninho. O aviso foi dado, mas o Galo não ligou. Assustou com Éder Luís, que chutou rasteiro e Fábio defendeu. Os celestes insistiram no lado esquerdo da zaga atleticana, e abriu o placar aos 18min. Jancarlos recebeu livre, teve tempo para cruzar na medida. A bola passou por Juninho e Ramires marcou de cabeça: 1 a 0.
Além da desvantagem no placar, o Atlético tinha outro problema. Em 20min de jogo, os zagueiros Leandro Almeida e Welton Felipe já estavam ‘amarelados’. Ainda assim o alvinegro foi valente e partiu para cima, mesmo com o risco dos contragolpes do Cruzeiro. Aí começou o show de chances perdidas do Galo. Diego Tardelli, Carlos Alberto e Leandro Almeida - que acertou a trave - por pouco não balançaram as redes.
Aos 36, veio lance que definiu o placar favorável ao Cruzeiro. Welton Felipe fez falta em Soares, recebeu o segundo cartão amarelo e, consequentemente, o vermelho. Com um a mais, o time celeste encontrou todo o espaço de que precisava. Leão recompôs a zaga com Marcos na vaga de Yuri. Com muito campo para subir, os azuis aproveitaram a velocidade para ampliar. Aos 43, Soares recebeu de Thiago Ribeiro, deu um corte em Renan e chutou rasteiro. A bola passou por baixo de Juninho e morreu nas redes: 2 a 0.
Facilidade e displicência
Para não perder força ofensiva, Leão trocou Renan por Thiago Feltri. Assim, Júnior começou o segundo tempo no meio, como armador. Mas só dava Cruzeiro, que estava à vontade para atacar o rival. Os volantes alvinegros não conseguiam se antecipar, e as oportunidades foram aparecendo. Aos 9min, Fernandinho entrou na área e chutou forte, para boa defesa de Juninho. Em seguida, Ramires surgiu na cara do gol, mas o goleiro salvou.
O Cruzeiro abusou de perder gols, como aos 13, quando Soares, livre de marcação, errou o alvo. O clássico se transformou em jogo de um time só. O Atlético, mais na base da luta, buscava em vão o ataque. Os celestes tocavam a bola em velocidade, chegando à frente com extrema facilidade. Leão não teve outra alternativa senão fechar a porta para o adversário. Ele sacou Marcos Rocha para escalar mais um zagueiro, o ex-júnior Werley, deixando mais um defensor fixo. Do outro lado, Wagner foi a campo na vaga de Gérson Magrão.
O Cruzeiro chegou até a demonstrar displicência em alguns lances. E foi punido com o pênalti de Fábio em Carlos Alberto, aos 31min. Na cobrança, Diego Tardelli, com paradinha e tudo, bateu no canto direito e diminuiu. O suficiente para a torcida do Galo voltar a cantar e o time correr mais em busca do empate. Do lado celeste, certa apreensão, principalmente do técnico Adílson Batista. Mas o terceiro quase saiu, com Thiago Ribeiro. Sozinho, ele driblou Juninho e tocou. Leandro Almeida desviou para escanteio.
O jogo ficou emocionante, pois qualquer um dos times poderia fazer o gol. Os atleticanos lamentaram a chance do empate em cabeçada de Werley, que Fábio defendeu sem problema. Aos 41, mais um lance que aumentou a esperança do Galo. Thiago Ribeiro fez falta em Éder Luís e foi expulso. Aos 43, Márcio Araújo entrou na área e concluiu à esquerda do gol, em mais outra grande oportunidade. No fim, Éder Luís cruzou e Fábio novamente salvou a equipe celeste.
Cruzeiro se isola na ponta com outra goleada (12/02)
Time demorou a esquentar no jogo e contruiu vitória com facilidade De novo nesse Campeonato Mineiro, o Cruzeiro precisou se esforçar pouco para golear mais um frágil adversário do interior. Nesta quinta-feira à noite, no Mineirão, a vitória por 5 a 0 sobre o Guarani de Divinópolis, pela quarta rodada, foi construída com tranquilidade e com gols de Alessandro, Leonardo Silva, Wellington Paulista (pênalti), Jonathan e Soares. Na segunda rodada, o Cruzeiro já havia goleado o Social por 5 a 0. O jogo teve dois tempos distintos. O primeiro foi monótono, principalmente por culpa do Cruzeiro, que só abriu a vantagem de 1 a 0 e teve ritmo lento. Na etapa final, o time azul demorou a esquentar, mas levantou o torcedor com mais quatro gols. As alterações foram fundamentais para mudar a partida. O Cruzeiro se isola na liderança do Estadual, com 12 pontos e 100% de aproveitamento. No ano, já são seis vitórias, com 23 gols pró e seis contra. O resultado aumenta a expectativa do torcedor cruzeirense para o clássico de domingo, às 16h, contra o Atlético, pela quinta rodada. No mesmo dia, o Guarani visitará o Uberlândia no estádio Parque do Sabiá, no Triângulo. O jogo O primeiro tempo foi terrível. O misto do Cruzeiro sofreu pelo desentrosamento e pela falta de ritmo de alguns jogadores. Ainda assim, prevaleceu a maior qualidade do time da capital. O Guarani foi marcado de longe, teve espaço para trabalhar a bola e, apesar disso, só levou perigo em dois chutes de fora da área. O jogo teve um ritmo lento, em alguns momentos irritante. Sobrava campo e os jogadores ainda assim preferiam passes burocráticos a investir em jogadas pelos lados, em velocidade. O Cruzeiro teve o domínio da partida desde o começo, mas em raros lances traduziu a maior posse de bola em perigo. O Guarani só fez Andrey trabalhar aos 11 e aos 14, em duas conclusões de longe. A segunda foi batida com violência por Diego Paulista. O gol do Cruzeiro saiu aos 22, quando finalmente houve uma troca de passes consciente. Elicarlos foi lançado pela direita, invadiu a área, centrou para a área e Alessandro concluiu diante do gol: 1 a 0. O atacante ainda contou com uma furada do zagueiro. Foi só. Por sorte, o primeiro tempo terminou com 45 minutos cravados. Segundo Tempo O Guarani voltou a campo com Conrado no lugar de Diego Azulão. No Cruzeiro, Adílson manteve a formação da etapa inicial. O jogo recomeçou com mesmo ritmo. O Cruzeiro parecia desinteressado. No entanto, no primeiro ataque contundente, aos 11 minutos, a vantagem foi ampliada. Gérson Magrão cruzou da esquerda, Leonardo Silva subiu sozinho e fez de cabeça: 2 a 0. Dois minutos depois (13), Wagner invadiu a área, forçou a falta em entrada de Diego Paulista e o árbitro marcou a penalidade. Wellington Paulista cobrou no canto direito do goleiro: 3 a 0. Ney da Matta imediatamente promoveu mais duas mudanças no Guarani: Danilo Lins e Fernandinho ganharam as vagas de Lúcio e William César. No Cruzeiro, Adílson trocou o volante Fabrício pelo lateral Jancarlos. Jonathan foi deslocado para o meio-campo. As mudanças deram novo espírito ao Cruzeiro. O time passou a pressionar a defesa do Guarani em busca de mais gols. Na primeira jogada de Jancarlos pela direita, aos 25, ele colocou a bola na cabeça de Wellington Paulista e o atacante cabeceou sobre o gol. Já aos 28, foi a vez de o Guarani desperdiçar. Em contra-ataque, Andrey fez grande defesa na primeira finalização. Na sobra, Conrado chutou e Leonardo Silva cortou sobre a linha. Aos 30 minutos, Leonardo Silva foi substituído por Gustavo, outro que precisa ganhar ritmo no elenco. O quarto gol saiu em boa trama de laterais. Jancarlos lançou na área e Jonathan, na função de volante, bateu sem chances para o goleiro Fábio: Cruzeiro 4 a 0. A última mudança no Cruzeiro foi a entrada de Soares no lugar de Wagner. O atacante aproveitou a chance e fechou a goleada aos 41 minutos ao receber passe de Bernardo pela esquerda. Com o goleiro batido e debaixo das traves, ele só desviou: 5 a 0. (UAI)
Do Globoesporte.com
Mesmo sem empolgar muito, o Cruzeiro venceu o Villa Nova por 3 a 2 atuando com time misto neste domingo, no Alçapão do Bonfim, e voltou à liderança do Campeonato Mineiro. Soares (dois) e Ramires marcaram os gols da Raposa, que se mantém com 100% de aproveitamento - Everton e Marcelinho descontaram. O time de Adilson Batista só conseguiu marcar depois que o zagueiro Rodrigão, do Leão, foi expulso de campo.
A equipe da capital chegou aos nove pontos, mesmo número do Democrata. Mas, vence no saldo de gols. Na próxima rodada, o Cruzeiro enfrenta o Guarani, na quinta. O Villa, que jogará contra o Ituiutaba, é o lanterna, ainda sem pontos.
O jogo
Talvez sentindo um pouco da falta de entrosamento, o time misto errou em alguns momentos no sistema defensivo durante os minutos iniciais. O Villa levou mais perigo, como na falta cobrada pela esquerda que Rodrigão desviou de cabeça e quase acertou o canto oposto de Fábio. A bola saiu por pouco, aos 12. Dez minutos depois, Vander tabelou com Wagner e soltou a bomba de fora da área. O goleiro celeste teve dificuldade para fazer a defesa em dois tempos.
Aos poucos o Cruzeiro foi melhorando, Com 27, Jancarlos deu a resposta com um torpedo também de fora da área. Macaé espalmou e depois pegou a bola, tirando-a da cabeça de Ramires.
Thiago Ribeiro imitou o companheiro e mandou outro chute forte de fora da área, aos 37. O goleiro do Villa desta vez espalmou para escanteio. Na cobrança, o mesmo Thiago Ribeiro cabeceou com perigo, à direita do gol.
Expulsão decisiva
A equipe da casa ficou em desvantagem numérica no início do segundo tempo. Rodrigão cometeu falta dura em Ramires, recebeu o segundo amarelo e acabou expulso de campo.
Com mais espaço para trabalhar, o Cruzeiro não demorou muito para abrir e ampliar o placar. aos dez minutos, Henrique puxou contra-ataque pela direita e cruzou rasteiro. Soares dominou na marca de pênalti e bateu no cantinho direito, sem chances para Macaé. Com 19, Elicarlos deu passe sem ver para Ramires na área, e o volante se antecipou ao goleiro para balançar a rede.
Mesmo com um a menos, o Villa Nova encontrou forças para descontar. Aos 28, Luiz Claudio cruzou, Adriano disputou no alto com Fábio, e a bola sobrou livre para Everton marcar após falha do goleiro celeste.
A expectativa de uma possível reação durou um minuto. Logo depois da saída de bola, Wanderley tocou de primeira para Soares na área. O camisa 9 bateu por baixo de Macaé e fez 3 a 1.
A defesa do Cruzeiro marcou bobeira e levou mais um gol. Marcelinho penetrou na área pela meia esquerda e chutou na saída de Fábio, fechando o placar.
O reencontro do Cruzeiro com a sua torcida no Mineirão, na primeira partida da equipe em Belo Horizonte na temporada 2009, foi no melhor estilo: com uma goleada, que valeu aos estrelados a liderança do Campeonato Mineiro.
Com amplo domínio da partida durante os 90 minutos, o time de Adílson Batista soube envolver o Social e não deu qualquer chance de reação para os comandados de Wantuil Rodrigues.
Os gols de Ramires (2), Wellington Paulista (2) e Jonathan significaram para a Raposa a oitava vitória consecutiva no Mineirão e o décimo jogo de invencibilidade em compromissos válidos pelo Estadual.
O jogo
De olho na liderança do Estadual, após estrear com vitória na competição, o Cruzeiro recebeu o Social no Mineirão, neste domingo, e logo partiu pra cima da equipe de Coronel Fabriciano-MG. Antes dos dois minutos, Fernandinho escapou bem pela esquerda e cruzou na medida para Thiago Ribeiro. O atacante desviou de cabeça e Nivaldo tirou no susto, com a ponta dos dedos, mandando a bola para escanteio.
O Social respondeu com muito perigo e desperdiçou um gol feito. Após um lance em que a defesa estrelada parou, pedindo uma falta, Isac recebeu livre de marcação e na cara de Fábio conseguiu o mais difícil: chutar pra fora, à direita do camisa 1 celeste.
A Raposa fazia sua estreia em Belo Horizonte na temporada 2009 e imprimira ritmo forte à partida, jogando sob o olhar de sua torcida pela primeira vez no ano. O Social, mais recuado, tentava surpreender nos contragolpes.
Aos 15 minutos, o Cruzeiro chegou mais uma vez. Jonathan cruzou da direita e Ramires subiu para escorar de cabeça, à esquerda do goleiro do Social. Cinco minutos depois, o lateral-direito resolveu concluir a gol e o placar do Mineirão foi modificado pela primeira vez. O camisa 2 recebeu um cruzamento de Fernandinho e emendou para as redes: 1 a 0.
Logo após a nova saída de bola, o time de Adílson Batista quase ampliou. Wellington Paulista disparou pelo meio e só foi parado com falta, quase na risca da grande área. No lance, Thiago Emílio foi expulso pelo árbitro Alício Pena Júnior.
Aos 39 minutos, o Cruzeiro conseguiu um placar mais justo como recompensa pelo que vinha produzindo dentro de campo e por seu volume de jogo. Wagner descobriu Ramires bem posicionado e rolou para o volante, que invadiu a área e chutou de perna direita. A bola passou por entre as pernas de Nivaldo e morreu nas redes: 2 a 0.
Acuada, a equipe de Wantuil Rodrigues pouco produzia. Aos 41 minutos, o Cruzeiro ainda reclamou um pênalti. Wagner recebeu dentro da área e foi derrubado, mas a falta não foi assinalada pelo árbitro.
Segundo tempo
Jonathan abriu caminho para a goleada
As duas equipes voltaram para a etapa complementar com as mesmas formações e o Cruzeiro com o mesmo apetite. Antes da segunda volta do relógio, veio a primeira investida. Marquinhos Paraná arriscou um chute, que foi desviado por Nivaldo.
Aos quatro minutos, o Mineirão balançou de novo. Após um cruzamento de Fernandinho, Wellington Paulista aumentou para o Cruzeiro. O atacante se antecipou à zaga e ao goleiro e bateu de perna direita, para fazer 3 a 0. A ampla vantagem não serviu de freio para o time. Aos 08, Jonathan bateu de fora da área e Nivaldo não segurou firme. Ramires, esperto no lance, pegou o rebote e ampliou a conta na Pampulha: 4 a 0 no Mineirão.
Com o marcador já construído, Adílson mexeu na equipe pela primeira vez: sacou Fernandinho e colocou Soares no gramado. Depois, tirou Wagner e escalou Gérson Magrão.
Após o quarto tento, já cansado, o Cruzeiro não agredia tanto e administrava o resultado. Aos 23 minutos, o time teve outra boa chance. Após uma cobrança de escanteio, Ramires quase deixou sua terceira marca nas redes. Com o triunfo garantido, Adílson promoveu sua terceira alteração: Alessandro ficou com a vaga de Thiago Ribeiro.
Mesmo num ritmo mais lento, a Raposa ainda marcou mais uma vez. Aos 34 minutos, Jonathan cruzou forte e Wellington Paulista marcou seu segundo gol na partida: 5 a 0.
Após a goleada de mão cheia, a Raposa terá uma semana para se preparar para a terceira rodada do Estadual, quando enfrentará o Villa Nova, em Nova Lima, no próximo domingo. (LM)
FICHA TÉCNICA CRUZEIRO 5 X 0 SOCIAL Escalações Fábio; Jonathan, Leonardo Silva, Thiago Heleno e Fernandinho (Soares); Henrique, Marquinhos Paraná, Ramires e Wagner (Gerson Magrão); Thiago Ribeiro (Alessandro) e Wellington Paulista Nivaldo, Filhão, Eleílson, Tiago Emílio, Dykson; Rodrigo Paulista, Marcinho, Rolete, William (Andrezinho); Isac (Carlos Henrique) e Nei Bala (Ronaldo) Técnicos Adílson Batista Wantuil Rodrigues Gols Jonathan, 20 min 1ºT Ramires, 38 min 1º T W.Paulista, 04 min 2º T Ramires, 08 min 2º T W.Paulista, 35 min 2º T -
Local: estádio Mineirão, em Belo Horizonte-MG Público: 15.804 pagantes Renda: R$ 225.967,80 Árbitro: Alício Pena Júnior Auxiliares: Guilherme Dias Camilo e Janette Mara Arcanjo Motivo: 2ª rodada do Campeonato Mineiro 2009