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Universidad Católica 0x0 Cruzeiro
Motivo: 4ª rodada do Grupo D da Copa Libertadores
Local: Arena Claro, em Santiago, no Chile
Árbitro: Andrés Rojas (COL)
Assistentes: Richard Ortíz (COL) e Cristian Aguirre (COL)
VAR: David Rodríguez (COL)
Cartões amarelos: Giani, aos 13′ do 1ºT (CRU); Kaiki, aos 28′ do 1T (CRU); Romero, aos 36′ do 1T (CRU); Palavecino, aos 21′ do 2ºT (UCA)
Cartão vermelho: Arroyo, aos 47′ do 2ºT (CRU)
Universidad Católica: Vicente Bernedo; Sebastián Arancibia, Branco Ampuero, Juan Ignacio Diaz e Mena (Jimmy Martínez, aos 17′ do 2ºT); Jhojan Valencia, Clemente Montes (Palavecino, aos 17′ do 2T), Fernando Zuqui (Medel, aos 17′ do 2ºT) e Christián Cuevas; Justo Giani e Fernando Zampedri.
Técnico: Daniel Garnero.
Cruzeiro: Otávio; Fagner, Fabrício Bruno, Jonathan Jesus e Kaiki; Lucas Romero (Kenji, aos 32′ do 2ºT) e Gerson; Matheus Pereira, Arroyo, Christian (João Marcelo, aos 31′ do 2ºT) e Kaio Jorge.
Técnico: Artur Jorge.
O Cruzeiro desembarcou em Santiago, no Chile, com o propósito de buscar na Claro Arena os pontos que a Universidad Católica havia lhe tirado no primeiro encontro. A missão ganhou novas diretrizes quando o clube estrelado perdeu um atleta por expulsão. Com um a menos, a Raposa segurou empate por 0 a 0, pela quarta rodada do Grupo D da Copa Libertadores, em duelo que abriu a madrugada de quinta-feira (7/5), e assumiu a vice-liderança.
Mesmo longe de casa, o Cruzeiro começou bem a partida, propôs-se a ditar o ritmo, controlou a posse e criou ao menos duas oportunidades. O cenário mudou depois da parada técnica. A partir da metade da parcial, a Universidad Católica subiu a marcação, pressionou a saída de bola, cresceu e levou perigo especialmente na bola aérea. Apesar do dinamismo do embate, a etapa inicial terminou com placar zerado. O cenário ficou adverso para o Cruzeiro quando, aos dois minutos do segundo tempo, o atacante Keny Arroyo recebeu o cartão vermelho – a segunda expulsão consecutiva. Nos minutos seguintes, a Raposa até conseguiu rodar a bola e ocupar o campo de ataque. Mas, com o passar do tempo, a desvantagem numérica pesou, e o clube celeste se concentrou na postura defensiva, com todos os atletas atrás do meio-campo e direito a três zagueiros.
Com um a menos e com a derrota do Boca Juniors-ARG para o Barcelona-EQU (1 a 0), as circunstâncias não tornaram o empate amargo para o Cruzeiro. Com sete pontos, os celestes figuram em segundo no Grupo D. A equipe chilena lidera com a mesma quantidade justamente por ter vantagem no confronto direto. O Boca Juniors é o terceiro, com seis pontos. Dono de três, o Barcelona segue na lanterna da chave.
Próximos jogos de Cruzeiro e Católica
Agora, o Cruzeiro volta a focar no Campeonato Brasileiro. Neste sábado (9/5), os celestes visitam o Bahia na Fonte Nova, em Salvador, a partir das 21h, pela 15ª rodada. O próximo embate pela Libertadores está marcado para 19 de maio (uma terça-feira), contra o Boca Juniors-ARG, às 21h30, na Bombonera, em Buenos Aires, pela quinta rodada. Antes disso, a Raposa tem outros dois compromissos: contra Goiás (12/5, pela Copa do Brasil) e Palmeiras (16/5, pela Série A). A Católica, por sua vez, recebe o Ñublense na Claro Arena, neste domingo (10/5), às 18h30, pela Copa da Liga Chilena. Depois, em 16 de maio (um sábado), visita o Deportes Limache, às 21h, pela 12ª rodada da Liga de Primera. O próximo desafio pela Libertadores é diante do Barcelona-EQU, em 21 de maio (quinta-feira), às 21h30, em casa.
Dois tempos em um
Artur Jorge, comandante do Cruzeiro, fez apenas uma alteração na equipe em relação à derrota por 3 a 1 para o Atlético, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro: Fagner substituiu Kauã Moraes na lateral direita. A movimentação reforçou o sistema defensivo da Raposa. Mesmo fora de casa, o Cruzeiro se propôs a ditar o ritmo. Sempre que tinha a bola e cruzava o meio-campo, investia em passes rápidos e infiltrações para dar verticalidade à partida. Chamou atenção a forma em que as jogadas eram iniciadas: os volantes Gerson e Romero se revezavam para buscar a redonda nos pés dos zagueiros. Quando a equipe chilena fechava a casa, lançamentos eram a alternativa. A primeira grande chance foi criada pelo clube estrelado, aos 14 minutos. Na ocasião, o atacante Keny Arroyo, até então sumido do confronto, escapou pela direita e cruzou rasteiro para Christian. O volante tentou de letra, e o lateral-direto Arancibia travou. Na sobra, o meio-campista Matheus Pereira carimbou o volante Zuqui. Aos 17 minutos, uma oportunidade para cada lado esquentou a Claro Arena, alvo de muita chuva. Primeiro, o volante Valencia roubou bola no campo defensivo, disparou e acionou Montes. O atacante invadiu a grande área celeste pela esquerda e bateu. Lá estava o arqueiro Otávio, que saiu bem das traves. Na sequência do lance, foi a vez de o Cruzeiro aproveitar contra-ataque. Matheus Pereira conduziu a bola, percebeu a passagem de Kaio Jorge e o acionou. O goleiro Bernedo e o zagueiro Juan Díaz se chocaram, e o atacante cruzeirense teve oportunidade com o gol aberto, apesar de o ângulo ter sido reduzido. Na hora da conclusão, perdeu estabilidade e chutou longe.
Depois da parada técnica, a Universidad Católica evoluiu: subiu a marcação, conseguiu trocar mais passes no campo ofensivo e levou perigo especialmente em jogadas aéreas – grande ponto de atenção do Cruzeiro na temporada. A crescente dos chilenos da partida pesou a marcação celeste, que recebeu amarelos importantes – incluindo o técnico -, e desconfigurou a saída de bola, sempre pressionada.
Expulsão no Cruzeiro
A Universidad Católica abriu a segunda etapa da mesma forma em que encerrou a primeira. Logo aos 20 segundos, o atacante Giani recebeu cruzamento, cabeceou nas costas do zagueiro Fabrício Bruno e viu a bola passar rente à trave defendida por Otávio. Pressionado, o Cruzeiro errou passes, dando sinais de ansiedade. A situação da equipe celeste deu indícios de que pioraria quando Arroyo recebeu cartão vermelho, logo aos dois minutos. Na ocasião, o atacante pisou em Zuqui, e o árbitro Andrés Rojas aplicou a punição depois de rápido papo com um dos assistentes. É a segunda vez seguida que o atleta é expulso. A euforia de Daniel Garnero, técnico da Universidad Católica, pela vantagem numérica ficou evidente quando substituiu três peças para tornar o time mais ofensivo. As alterações ocorreram em um cenário em que o Cruzeiro, mesmo com um a menos, conseguia rodar a bola no campo de ataque, explorando a velocidade dos homens da frente. Ou seja, pelo menos de forma imediata, a expulsão não afetou a equipe como se podia imaginar. Artur Jorge, testemunhando time até equilibrado, demorou a mexer. Enquanto isso, a ponta direita era preenchida ora por Fagner, ora por Matheus Pereira. Alguns minutos depois, o zagueiro João Marcelo e o atacante Kaique Kenji foram acionados nas vagas de Christian e Romero, respectivamente. Os celestes adotaram postura defensiva a partir de então – com direito a todos os jogadores atrás da linha do meio-campo nos momentos sem bola. E os chilenos instauraram a blitz, mas nada feito. A intenção, evidentemente, era dar o troco na Universidad Católica, que havia vencido no Mineirão. Entretanto, a desvantagem numérica e a derrota do Boca Juniors para o Barcelona (1 a 0) não permitem que o resultado seja considerado amargo.

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