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12/04/2026: Cruzeiro 2x1 Red Bull Bragantino
Motivo: 11ª rodada do Campeonato Brasileiro
Local: Mineirão, em Belo Horizonte
Gols: Andrés Hurtado, aos 5′ do 1ºT (BRA); Néiser Villarreal, aos 18′ do 1ºT (CRU); Christian, aos 4′ do 2ºT (CRU)
Árbitro: Ramon Abatti Abel (SC)
Assistentes: Bruno Raphael Pires (GO) e Alex dos Santos (SC)
VAR: Carlos Eduardo Nunes Braga (RJ)
Cartões amarelos: Nacho, aos 13′ do 1T (BRA); Gustavo Marques, aos 36′ do 2ºT (BRA)
Público: 38.674 torcedores
Renda: R$ 1.452.216,00
Cruzeiro: Matheus Cunha; Fagner (Kauã Moraes, aos 30′ do 2ºT), Fabrício Bruno, Jonathan Jesus (Villalba, aos 38′ do 2ºT) e Kaiki; Lucas Silva (Matheus Henrique, aos 23′ do 2ºT) e Gerson; Matheus Pereira, Christian, Arroyo (Wanderson, aos 23′ do 2ºT) e Néiser Villarreal (Bruno Rodrigues, aos 38′ do 2ºT).
Técnico: Artur Jorge.
Bragantino: Tiago Volpi; Andrés Hurtado (Marcelinho, aos 39′ do 2ºT), Alix Vinicius, Gustavo e Juninho Capixaba; Gabriel (Eric Ramires, aos 39′ do 2ºT), Matheus Fernandes (Gustavo Neves, aos 28′ do 2ºT), Nacho (Ryan, aos 17′ do 2ºT) e Lucas Barbosa; Isidro Pitta e Vinicinho (Rodriguinho, aos 39′ do 2ºT).
Técnico: Vagner Mancini.
Fonte: No Ataque
Em jogo eletrizante no Mineirão, em Belo Horizonte, o Cruzeiro mostrou que não poupará energia para tentar se livrar da fase incômoda. Sob os olhares de quase 40 mil torcedores, a Raposa virou sobre o Bragantino, venceu por 2 a 1, neste domingo (12/4), e encerrou a 11ª rodada do Campeonato Brasileiro a um ponto de deixar a temida zona de rebaixamento
A primeira etapa só não teve de tudo porque o leque da palavra é gigantesco. Mas não faltou tensão e emoção. O Cruzeiro abriu a partida desperdiçando chance clara – o atacante Néiser Villarreal parou no goleiro Tiago Volpi. E custou caro. Pouco depois, aos cinco minutos, o lateral-direito Andrés Hurtado finalizou da entrada da área e abriu o marcador. Parte da torcida atribuiu a culpa do lance ao arqueiro Matheus Cunha, que passou a ser fortemente vaiado. Em campo, o lance foi rapidamente superado pelos celestes, que, ao longo da parcial, empilharam chances. Néiser, por exemplo, desperdiçou outras duas nítidas. Mas foi o jovem atleta de 20 anos quem deixou tudo igual no Gigante da Pampulha, aos 18 minutos, em lance parecido com o anterior. A Raposa aumentou o volume ofensivo. Embalada pelos fãs, buscou a virada no início da etapa complementar, aos quatro minutos. Na ocasião, o volante Christian, artilheiro do clube estrelado na Série A (quatro gols), aproveitou sobra e balançou a rede. A partir de então, o Cruzeiro controlou o ritmo. Suficiente para fechar a noite com três pontos. E Matheus Cunha, antes criticado, ouviu alguns aplausos.
Cruzeiro e Bragantino no Brasileiro
Vitorioso, o Cruzeiro chegou aos 10 pontos e subiu para a 17ª colocação. Fôlego na briga contra o rebaixamento, mas ainda não suficiente para deixar o Z4. Isso porque o Corinthians, primeiro time fora da degola, soma 11. A Raposa volta a campo nesta quarta-feira (15/4), quando recebe a Universidad Católica, do Chile, no Mineirão, às 19h, pela segunda rodada do Grupo D da Copa Libertadores. Pelo Brasileiro, o próximo compromisso é contra o Grêmio, neste sábado (18/4), às 20h30, também no Gigante da Pampulha, pela 12ª rodada. O Bragantino segue em nono lugar, com 14 pontos. Nesta quinta-feira (16/4), o clube paulista entra em campo diante do Blooming-BOL, às 21h30, no Cícero de Souza, em Bragança Paulista, pela segunda rodada do Grupo H da Copa Sul-Americana. Pela 12ª rodada da Série A, o Massa Bruta encara o Remo no próximo domingo (19/4), a partir das 18h30, em casa.
Cruzeiro x Bragantino
Chances desperdiçadas, vaias e gol dos dois lados
O técnico Artur Jorge precisou fazer uma mudança no Cruzeiro. Sem o atacante Kaio Jorge, inapto a atuar por questão física, o comandante acionou Néiser Villarreal. O jovem de 20 anos, inclusive, recebeu oportunidade clara logo aos três minutos, mas parou no goleiro Thiago Volpi. Na sequência, o Bragantino fez a chance perdida pela Raposa custar caro. Aos cinco minutos, o atacante Isidro Pitta recebeu e fez o pivô para Andrés Hurtado. O lateral-direito não abusou de força na entrada da grande área, mas o goleiro Matheus Cunha não alcançou a bola: 0 a 1. O arqueiro celeste, a partir de então, tornou-se alvo de parte da torcida celeste, que passou a vaiá-lo sempre que tocava na bola. O Massa Bruta, que nada tinha a ver com o clima desfavorável no Gigante da Pampulha, esbanjava intensidade para marcar – em certo momento, por exemplo, contava com sete jogadores pressionando a saída dos zagueiros celestes – e acelerar jogadas quando roubava. A intenção era clara: recuperar a posse e pegar a defesa do adversário desprevenida, como foi no primeiro tento. Aos oito minutos, o lateral-esquerdo Juninho Capixaba aproveitou sobra sem marcação e poderia ter ampliado, mas mandou para fora. Pouco a pouco e regido por Artur Jorge, o Cruzeiro se encontrou no jogo e passou a ocupar mais espaço no campo ofensivo. Aos 18 minutos, Néiser Villarreal se redimiu e deixou tudo igual. O atleta recebeu lançamento do lateral-direito Fagner e, em lance parecido com o anterior, tirou de Tiago Volpi: 1 a 1. Naquele momento, Matheus Cunha ganhou apoio de alguns companheiros – o volante Gerson, por exemplo, o abraçou – e sinal de tranquilidade de Artur Jorge. As vaias diminuíram com o passar do tempo, mas não cessaram. Depois de buscar o resultado, a Raposa aumentou o volume ofensivo e ganhou objetividade. Em transições rápidas e passes enfiados, superou diversas vezes a última linha de defesa do Bragantino. Resultado? Chances empilhadas. Foram pelo menos três oportunidades claras desperdiçadas – duas de Néiser e uma do meio-campista Matheus Pereira, o principal responsável por acelerar o jogo dos celestes.
Virada do Cruzeiro
Os comandantes não mexeram no intervalo, e o panorama da partida se manteve. O Cruzeiro arrastou a intensidade para a segunda parcial e não demorou a encontrar a virada. Aos oito minutos, Néiser perdeu duelo com Tiago Volpi mais uma vez. Mas Christian, o volante artilheiro, estava na sobra e empurrou para a rede: 2 a 1. À frente no marcador, a Raposa controlou o ritmo e se concentrou na postura defensiva. Nos primeiros minutos que sucederam o gol, conseguiu anular as ações do Bragantino. Com o passar do tempo, contudo, o Massa Bruta cresceu de rendimento. Aos 20 minutos, o meia-atacante Lucas Barbosa chegou a marcar, mas estava em posição de impedimento, e o árbitro Ramon Abatti Abel logo sinalizou. Na sequência, Juninho Capixaba assustou novamente, mas não teve sucesso. Na reta final, Artur Jorge fez mudanças que deram respiro à defesa – o pendurado Lucas Silva, por exemplo, deu vaga a Matheus Henrique – e fôlego ao ataque – Bruno Rodrigues se tornou responsável pelas escapadas, não mais Néiser Villarreal. Vagner Mancini, comandante do Bragantino, apostou em cinco substituições, mas não viu o marcador ser alterado. O início de deslizes ficou para trás, e a torcida do Cruzeiro demonstrou apreço pela entrega que resultou na virada. É a equipe dando indícios de que não poupará energias para se livrar da fase incômoda e do risco real de rebaixamento à Segunda Divisão.



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