Atlético 0x2 Cruzeiro
Motivo: jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil
Data: 27/8/2025
Estádio: Arena MRV, em Belo Horizonte
Árbitro: Ramon Abatti Abel (SC)
Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis (SP) e Bruno Boschilia (PR)
VAR: Rafael Traci (SP)
Gols: Fabrício Bruno (Cruzeiro, aos 4min do 2°T) e Kaio Jorge (Cruzeiro, aos 18min do 2°T)
Cartões amarelos: Junior Alonso, Guilherme Arana, Reinier (Atlético); Kaio Jorge, Wanderson, William (Cruzeiro)
Público: 44.286
Renda bruta: R$ 4.442.537,90
Atlético: Everson; Natanael, Junior Alonso, Vitor Hugo e Guilherme Arana; Alan Franco (Biel, aos 26min do 2°T), Alexsander e Gustavo Scarpa (Reinier, aos 16min do 2°T); Cuello (Igor Gomes, aos 26min do 2°T), Dudu (Rony, aos 16min do 2°T) e Hulk
Cruzeiro: Cássio; William, Fabrício Bruno, Villalba e Kaiki; Lucas Romero, Lucas Silva, Christian e Matheus Pereira (Eduardo, aos 43min do 2°T); Wanderson (Matheus Henrique, aos
19min do 2°T) e Kaio Jorge (Gabriel Barbosa, aos 32min do 2°T)
Técnico: Leonardo Jardim
Fonte: No Ataque
Atlético x Cruzeiro: o jogo
Como era de se esperar em um clássico desta magnitude, o jogo teve início eletrizante na Arena MRV. O ritmo alto imposto por Atlético e Cruzeiro desde os minutos iniciais chamou atenção e fez as arquibancadas do estádio pulsarem mais forte. Os contra-ataques eram armas importantes para Galo e Raposa. Ambos os times buscavam saídas em velocidade para tentar encontrar o adversário desprotegido, em meio a um cenário de posse de bola totalmente dividida. O Atlético saía principalmente pela esquerda, com subidas de Gustavo Scarpa – que atuava em posicionamento distinto do habitual. O Cruzeiro também procurava mais escapadas pelo lado esquerdo, com a velocidade de Wanderson e as aproximações de Matheus Pereira. Com o decorrer dos minutos, o Galo passou a se soltar mais e ocupar o campo de ataque com maior frequência. As trocas de passe entre Cuello, Scarpa e Arana se mostravam produtivas pela esquerda, e boa parte destas iniciativas alvinegras terminava em cruzamentos perigosos para a área. Como de costume, do outro lado, a Raposa tentava forçar erros na saída de bola adversária – e tinha relativo sucesso na proposta. Em um destes lances, Wanderson ameaçou com chute de longa distância que passou perto da meta atleticana.
Nenhum dos dois times conseguia estabelecer momentos longos de trocas de passes e, por vezes, os lançamentos eram alternativa para ambos os lados. O Atlético abusava do recurso e passou a cometer mais falhas assim com o passar do tempo, entregando a posse ao Cruzeiro. Na reta final da primeira etapa, o Galo ensaiou pressão se lançando ao ataque, mas não conseguiu abrir o placar. No fim das contas, um tempo inicial de amplo equilíbrio na Arena MRV.
Segundo tempo
A etapa complementar teve início com cenário semelhante na Arena MRV: o Cruzeiro forçava erros na saída de bola alvinegra e incomodava o Atlético. Até que, aos 4 minutos, Fabrício Bruno teve muita liberdade para conduzir a bola desde a intermediária após troca de passes celeste e finalizou de fora da área, acertando lindo chute cruzado no ângulo direito de Everson – que não teve chances de defesa. 1 a 0 para a Raposa. O nervosismo se instaurou nas arquibancadas do estádio alvinegro. Os atleticanos tentavam reduzir a apreensão com cânticos de apoio aos comandados de Cuca. Dentro das quatro linhas, o Cruzeiro parecia se sentir cada vez mais confortável, com boa postura defensiva e organização para tentar dominar o jogo por meio da posse de bola quando a detinha. Aos 16 minutos, Cuca promoveu as entradas de Reinier e Rony nas vagas de Gustavo Scarpa e Dudu, respectivamente, para tentar mudar o panorama para o Atlético. Instantes depois, em lance de escanteio, a Raposa encontrou Fabrício Bruno na segunda trave. O defensor achou Kaio Jorge com passe de cabeça. Livre na grande área, a estrela celeste dominou, girou e finalizou para ampliar o placar na Arena MRV: 2 a 0 para o Cruzeiro.
O cenário amplamente favorável escancarava, pouco a pouco, a eficiência da proposta de Leonardo Jardim. Mesmo com substituições, o Atlético em nada ameaçava a meta defendida por Cássio – ainda por cima, observava o arquirrival chegar com mais perigo em lances de contra-ataque. Chamava atenção a improdutividade alvinegra no aspecto ofensivo. A equipe de Cuca se via presa na marcação da Raposa, sem alternativas para desestruturar a defesa rival. No balanço geral, o Cruzeiro construiu vantagem de forma merecida nas quartas de final da Copa do Brasil. Com lances decisivos dos convocados à Seleção Brasileira, a equipe celeste triunfou na Arena MRV pela terceira vez em cinco jogos.
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