12/10/2011:Bahia 0x0 Cruzeiro

sábado, 25 de fevereiro de 2017



Bahia 0 X 0 CRUZEIRO
Data: 12/10/2011 (quarta-feira)
Motivo: 29ª rodada do Campeonato Brasileiro
Local: estádio de Pituaçu, em Salvador (BA)
Árbitro: Gutemberg de Paula Fonseca (Fifa/RJ)
Bahia: Marcelo Lomba; Gabriel (Dani Morais), Paulo Miranda, Titi e Dodô; Fahel, Fabinho, Camacho (Lulinha) e Maranhão; Jones (Reinaldo) e Souza
Técnico: Joel Santana

CRUZEIRO:Fábio, Vitor, Léo, Victorino e Everton; Marquinhos Paraná, Charles, Roger (Elber) e Montillo; Keirrison (Ortigoza) e Wellington Paulista (Anselmo Ramon)
Técnico: Vágner Mancini

Cartões amarelos: Fahel, Lulinha, Tiago (no banco de reservas) e Titi (Bahia)







No reencontro de Joel Santana com o Cruzeiro, o Bahia empatou em casa por 0 a 0 com o time mineiro, no Pituaçu, em partida válida pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, o time nordestino chegou aos 35 pontos e continua na 14ª posição. Já o clube celeste foi a 31 pontos e permanece na 16ª colocação, só um posto acima da zona de rebaixamento.

Apesar de estar a uma distância razoável da zona de rebaixamento - o time está a três pontos para o próprio Cruzeiro, o último a se salvar da degola -, o Bahia, que contratou Joel após a demissão no time mineiro, vinha de três vitórias seguidas em casa (contra Avaí, Atlético-PR e Fluminense, respectivamente) e esperava novo triunfo para afastar ainda mais o fantasma do descenso.

Já o Cruzeiro estava em busca de sua primeira vitória no segundo turno do Brasileiro. Desde a 19ª rodada, quando venceu o Atlético-MG na virada do primeiro turno, o time de Belo Horizonte não vence. Nesse meio tempo, Joel foi demitido, mas, depois dele, nem Émerson Ávila nem Vagner Mancini deram vitórias à equipe, que pode ficar a apenas um ponto acima da degola no fim da rodada.

Isso vai ocorrer caso o Atlético-MG vença o Santos e o Atlético-PR supere o Vasco da Gama nesta quinta, ambas as equipes, que estão a quatro pontos do Cruzeiro e são os dois primeiros na zona de rebaixamento (17º e 18º, respectivamente). Na próxima rodada, o Cruzeiro recebe o Corinthians, enquanto o Bahia visita o Coritiba.



O jogo

O torcedor baiano ainda se acomodava nas arquibancadas de Pituaçu quando o avante Souza teve a primeira chance de abrir placar, mas o jogador livre dentro da área cabeceou fraco na mão do goleiro Fábio. Atuando em casa, o Bahia tomou a iniciativa do jogo nos primeiros minutos, criando as principais jogadas ofensivas.

Com uma postura cautelosa no começo da partida, o Cruzeiro procurou tocar a bola com o intuito de esfriar o ímpeto inicial do Bahia, que com maior posse de bola procurou o gol com mais afinco. Aos 14, o Bahia quase conseguiu com o volante Fabinho, que arriscou arremate de longa distância, que obrigou o arqueiro cruzeirense a fazer boa defesa para mandar para escanteio.

Com dificuldades para penetrar na zaga, o Bahia passou a utilizar como estratégia os chutes de longa distância e as bolas alçadas para área, mas os defensores cruzeirenses levaram a melhor em quase todas as investidas. Quando a zaga não conseguiu cortar os cruzamentos, o goleiro mineiro resolveu com defesas milagrosas.

Isso aconteceu, aos 22, quando o lateral direito improvisado Gabriel foi à linha de fundo e cruzou na medida para Souza, que testou com violência, porém, Fábio operou milagre para salvar o Cruzeiro. Com um jogo de paciência, o Cruzeiro preocupou-se primeiro em não levar gols e só em lances esporádicos ameaçou o Bahia no primeiro tempo.

Aos 33, Marcelo Lomba trabalhou pela primeira vez no jogo, mesmo assim, a finalização foi feita pelo atacante do Bahia Souza, que tentou cortar uma cobrança de falta pela direita e quase marcou contra. Aos 37, o Bahia voltou a tentar com a bola área, mas sem marcação, o volante Fahel testou no meio do gol, facilitando a vida do goleiro Fábio.

Na volta para a etapa complementar, o panorama do jogo não foi alterado, ou seja, o Bahia com maior volume de jogo, mas pouco eficiente na hora de concluir as jogadas. Com lentidão na hora de trocar passes, o Cruzeiro facilitou a marcação do adversário, que ganhou quase todas as divididas.

Aos 12, o Cruzeiro conseguiu uma boa jogada com Montillo, que cruzou para Roger, que chegou um pouco atrasado no lance e não conseguiu completar para a rede. A resposta veio com Paulo Mirada em mais uma bola levantada para a área, porém, a cabeçada passou sobre o travessão.

Com o intuito de dar mais mobilidade para o ataque cruzeirense, Vágner Mancini trocou Roger pelo jovem Élber, e aos 16, a mudança quase surtiu efeito, mas a finalização parou na trave do goleiro Marcelo Lomba. Como o Bahia não aproveitava as chances que tinha, o Cruzeiro decidiu ser mais ofensivo, e passou a levar perigo, criando algumas oportunidades de marcar.

Aos 28, em uma excelente enfiada de bola de Souza, Lulinha saiu na cara do goleiro Fábio, que fez mais uma ótima defesa para evitar o gol.

O troco não demorou e, no minuto seguinte, o paraguaio Ortigoza, da entrada da área, errou o alvo, mas assustou o arqueiro baiano. Sem mais emoções, a partida ficou mesmo na igualdade em 0 a 0.