07/03/2010: Tupi 3x2 Cruzeiro

segunda-feira, 8 de março de 2010

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Tupi 3x2 Cruzeiro
Motivo: 8ª rodada do Campeonato Mineiro
Data: 07/03/2010 (domingo)
Local: estádio Radialista Mário Helênio, em Juiz de Fora-MG
Árbitro: Alício Pena Júnior (Fifa/MG)
Público: 7.844 pagantes
Renda: R$ 67.050,00
Gols: Anderson Lessa, aos 40 min., e Ademílson, aos 45 min. do 1º tempo; Fabrício Soares, aos 2 min., Gedeon, aos 35 min., e Pedro Ken, aos 46 min. do 2º tempo
Tupi: Jefferson; Henrique, Fabrício Soares, Adalberto e Michel (Yan); Felipe Santos (Darlan), Léo Salino, Gedeon e Chiquinho; Ademílson e Róbson (Paulo Roberto) 
Técnico: Leonardo Condé
Cartões amarelos: Jonathan, Caçapa e Camilo (Cruzeiro); Felipe Santos e Fabrício Soares (Tupi)
Cartão vermelho: Léo Salino (Tupi)


Resumo
A equipe celeste, que sofreu a segunda derrota na competição, tem na sua cola Ipatinga e Democrata, com 16 pontos ganhos - os dois, por sorte dos cruzeirenses, perderam na rodada para, respectivamente, Uberaba e Atlético.

Com a vitória, o Tupi ficou a um ponto dos vice-líderes e se aproxima também do Cruzeiro, além de pôr fim a um longo jejum. A última derrota da Raposa para a equipe interiorana foi em 12 de julho de 1987 justamente em Juiz de Fora, por 2 a 1. De lá para cá, houve 12 vitórias azuis e quatro empates.



Na próxima quinta-feira, a Raposa volta a disputar a Libertadores, fora de casa, em Caracas, na Venezuela, contra o Deportivo Italia, pelo Grupo 7. No Campeonato Mineiro, volta a campo no clássico com o América, no Mineirão, no domingo. No mesmo dia, o Tupi, em quarto lugar na tabela, com 15 pontos, e mais perto do líder, vai até Teófilo Otoni enfrentar o América local.



Tupi começa melhor
Um primeiro tempo bem disputado acabou premiado no fim com dois belos gols das duas equipes que deram emoção e bom tempero à partida. Dominado em boa parte, bastou o Cruzeiro pressionar nos minutos finais para abrir o marcador com o até então sonolento Anderson Lessa. E quando parecia que o time sairia com a vantagem, Ademílson, artilheiro do campeonato, surpreendeu Fábio e fez um golaço de fora da área. Nada mais justo para o Tupi.



Se o Cruzeiro entrava em campo com mistão para poupar o time para a Libertadores, o Tupi tinha cinco desfalques. Com a vantagem de jogar em casa, tendo o apoio da torcida e Ademílson em boa fase, a equipe de Juiz de Fora apostou no ataque. A boa marcação no meio-campo, aliada à velocidade de Chiquinho e Gedeon na armação das jogadas e o sono da Raposa, contribuiu para o sufoco. O cartão de visitas foi de Gedeon, que tentou surpreender Fábio em chute de longe, aos dois minutos, mas a bola foi para fora.



A defesa celeste falhava. Principalmente Fabinho, que perdeu duas bolas seguidas no duelo com Robson. Numa delas, aos cinco minutos, o atacante do Tupi deixou a bola passar para Ademílson, que só não marcou porque Fábio saiu bem e abafou o chute. Três minutos depois, em escanteio de Gedeon, Adalberto aproveitou outra falhar de marcação da zaga e deu carrinho para tentar escorar para as redes, mas chegou atrasado no lance e a bola saiu pela lateral.



Cláudio Caçapa perdia bolas na saída de bola, Roger pouco aparecia no meio-campo... O Cruzeiro não conseguia sair do sufoco. Quem mais procurava o jogo era Gilberto. Apesar de escalado na lateral, o camisa 10 sempre que podia fazia as vezes do meia. E foi aos 11 minutos que ele rolou de calcanhar para Anderson Lessa, ainda sonolento, se atrapalhar no toque a mais e deixar a defesa do Tupi interceptar a jogada.



Quem tinha de armar o time - o meia Roger - só apareceu mesmo quando resolveu bater de longe, aos 15 minutos, só que nas mãos de Jefferson. Por outro lado, o Tupi tinha mais a posse de bola mas já criava menos. E a marcação do Cruzeiro sobre Ademílson e Robson melhorou bastante.



Belos gols no primeiro tempo
A disputa no meio-campo cresceu, e a emoção diminuiu até que, aos 40 minutos, a Raposa saiu de um sufoco do Tupi e puxou um contra-ataque em velocidade. Camilo fez belo lançamento para Anderson Lessa, que fez o giro e bateu à esquerda de Jefferson, sem defesa: 1 a 0.



O gol fez o Cruzeiro crescer no fim do primeiro tempo. Com melhor toque de bola, saiu uma boa jogada aos 43. De Roger para Anderson Lessa, que tocou para Gilberto. A bola rolou para Pedro Ken. Ele foi ao fundo e centrou, mas ninguém chegou a tempo. A defesa do Tupi salvou.



Quando tudo indicava que o time celeste sairia com a vantagem na primeira etapa, Ademílson surpreendeu Fábio e até os torcedores do Tupi. Da meia-esquerda, ele arriscou com força e efeito, encobrindo o goleiro, adiantado. A bola foi no ângulo à esquerda, no fundo das redes, e a arquibancada, à loucura aos 45. O atacante, artilheiro do campeonato, marcou seu oitavo gol.



Virada do Tupi
Adilson Batista fez duas mexidas para tentar melhorar o Cruzeiro. Pôs Marquinhos Paraná e Bernardo nos lugares de Roger e Anderson Lessa. Mas o Tupi não quis saber e, logo aos dois minutos, virou a partida. Gedeon cobrou falta pela direita. A bola sobrou na área para Henrique, que bateu com violência. Fábio salvou, mas espalmou para a frente. Fabrício Soares não desperdiçou a chance e chutou de perna esquerda, sem defesa.



A partir daí, o Cruzeiro foi para cima. O Tupi recuou e ficou nos contra-ataques. O técnico Leonardo Condé trocou Felipe Santos, que já tinha o cartão amarelo, por Darlan, e Róbson por Paulo Roberto. Depois, Adilson Batista tirou um volante, Fabinho, para pôr outro atacante, Thiago Ribeiro. Era o tudo ou nada para buscar o empate. E se Marquinhos Paraná e Bernardo criavam mais, o time esbarrava na boa marcação do anfitriões.



O Tupi também mexeu. Trocou o lateral Michel pelo meia-atacante Yan. O time de Juiz de fora teve um gol anulado aos 28 minutos que gerou discussão. Chiquinho cobrou falta da meia direita e a bola entrou à direita de Fábio. O auxiliar assinalou impedimento de Paulo Roberto, que participou do lance,



Pouco depois, Gedeon, em nova jogada de contra-ataque, tocou com categoria e praticamente selou a vitória ao ampliar para 3 a 1, aos 35 minutos. Mas o Cruzeiro se lançou mais ainda à frente, e a partida ficou emocionante - a equipe de Juiz de Fora estava com 10, pois Leo Salino levou o cartão vermelho, após o segundo amarelo. Já debaixo de chuva, Pedro Ken diminuiu aos 46. Bernardo, de cabeça, aos 47, perdeu a chance do empate na pressão celeste. E o jejum do Tupi acabou debaixo de chuva e um alívio com o apito final do árbitro Alício Pena Júnior.