Links
12/09/2026: Santos 2x1 Cruzeiro
Motivo: 27ª rodada do Campeonato Brasileiro
Local: Vila Belmiro, em Santos
Gols: Rollheiser, aos 27′ do 1ºT (SAN); Fabrício Bruno, contra, aos 31′ do 1ºT (SAN); Matheus Pereira, aos 44′ do 2ºT (CRU)
Árbitro: Bruno Arleu de Araujo (RJ)
Assistentes: Nailton Junior de Sousa Oliveira (CE) e Thiago Henrique Neto Correa Farinha (RJ)
VAR: Heber Roberto Lopes (SC)
Santos: Gabriel Brazão; Igor Vinícius, Willian Arão e Luan Peres; Gustavo Henrique (Oliva, aos 15′ do 2ºT); João Schmidt e Bontempo (Miguelito, aos 35′ do 2ºT); Rodinei, Rollheiser (Lima, aos 28′ do 2ºT), Cebolinha (Arthur, aos 28′ do 2ºT) e Rony (Thaciano, aos 35′ do 2ºT).
Técnico: Cuca.
Cruzeiro: Otávio; Fagner (João Costa, aos 29′ do 2ºT), Fabrício Bruno, João Marcelo e Gabriel Rojas; Lucas Romero (Wesley, no intervalo), Gerson (Zé Lucas, aos 29′ do 2ºT), Matheus Henrique (Lucas Silva, aos 29′ do 2ºT) e Matheus Pereira; Keny Arroyo (Lucho Rodríguez, aos 33′ do 2ºT) e Kaio Jorge.
Técnico: Artur Jorge.
Cartões amarelos: Kaio Jorge, aos 49′ do 1ºT (CRU); Everton Cebolinha, aos 19′ do 2ºT (SAN); João Marcelo, aos 33′ do 2ºT (CRU); Gabriel Brazão, aos 37′ do 2ºT (CRU); Zé Lucas, aos 48′ do 2ºT (CRU)
O Cruzeiro entrou na 27ª rodada com cenário favorável para encurtar a distância para os adversários diretos na tabela de classificação – o Athletico-PR havia empatado e o Fluminense perdido. Mas passou longe de fazer a obrigação neste sábado (12/9). Perdido na Vila Belmiro, o clube celeste atuou muito abaixo, rendeu-se a um Santos completamente dominador e saiu derrotado por 2 a 1. Placar magro para o contexto da partida e que não reflete o protagonismo do Peixe – graças à mira dos paulistas e ao arqueiro Otávio.
Diante da própria torcida e em momento de ascensão na Série A, o Santos comeu a bola no primeiro tempo e nada deixou para o Cruzeiro. Intenso e avassalador, o clube paulista dominou as ações e marcou duas vezes – o meia-atacante Rollheiser abriu o placar e o zagueiro Fabrício Bruno, contra, ampliou. Otávio impediu uma goleada ainda na primeira parcial (16 chutes do adversário). Enquanto isso, a equipe celeste corria sem rumo e de forma desordenada. A melhor oportunidade foi criada já aos 40 minutos pelo lateral Gabriel Rojas.
O técnico Artur Jorge inverteu a formação tática no intervalo – de quatro para três homens no meio-campista – na intenção de deixar o time mais confortável por atuar de uma forma que já estava acostumado. Com o passar do tempo, a equipe enfim se tornou capaz de trocar passes no campo de ataque e exigir boa intervenção do goleiro Gabriel Brazão.
Mas de forma alguma o Cruzeiro deixou de sofrer. Seguiu lidando com pressão e finalizações arriscadas. Na realidade, a Raposa apenas diminuiu a disparidade e contou com desperdícios do Santos para segurar o prejuízo. No fim, conseguiu descontar com o meio-campista Matheus Pereira e mascarar pelo placar magro a atuação ruim.
Justamente por causa da decisão na Sul-Americana, o técnico Cuca escalou equipe mista, com direito a algumas improvisações no setor defensivo. Ainda assim, diante da própria torcida, o Peixe demonstrou conforto na troca de passes rápida e não poupou arremates a meia distância. Estreante da noite, o atacante Everton Cebolinha liderou a equipe no campo de ataque ao lado do meio-campista Gabriel Bontempo.
O Cruzeiro, sem muitos compromissos na agenda, entrou com força máxima, e o treinador Artur Jorge optou por manter a nova formação com quatro meio-campistas. A Raposa demonstrou dificuldade para conectar os setores e progredir com bola de forma promissora e viu a faixa central do gramado sobrecarregada mesmo com um atleta a mais na função.
Um número explicita o cenário do duelo: com apenas 25 minutos no cronômetro, o Santos já havia finalizado cinco vezes. Nas principais chances, o clube paulista errou o alvo ou testemunhou boas aparições do goleiro Otávio – até aquele momento, a principal defesa havia ocorrido aos 23′, em chute perigoso do meio-campista Gabriel Bontempo.
Depois de tanto pressionar e sobrar, o Santos levantou a Vila Belmiro. Aos 27 minutos, Bontempo bagunçou o lado direito da defesa celeste e tocou para trás, onde estava Cebolinha – os dois principais nomes da partida até então. O atacante arriscou e carimbou o zagueiro João Marcelo. Na sobra, o meia-atacante Rollheiser emendou de primeira e pegou Otávio caído, sem tempo de alcançar a bola: 1 a 0.
A intensidade não acabou ali. Aos 30 minutos, Bontempo desceu pela esquerda e recebeu sozinho. O meia só não ampliou e premiou contra-ataque do Santos porque Otávio triscou na bola. Mas a oportunidade de ouro surgiu na sequência, e o arqueiro nada pôde fazer.
Os primeiros minutos intensos e avassaladores do Peixe resultaram no segundo tento. O lateral-direito Rodinei disparou pela ponta sem qualquer marcação, recebeu na boa e cruzou para o meio da área. A intenção era encontrar Bontempo, mas a bola nem chegou. Na tentativa de tirar, o zagueiro Fabrício Bruno mandou contra a própria meta, aos 31′: 2 a 0.
Enquanto os jogadores do Cruzeiro corriam de um lado para outro completamente sem rumo e de forma desorganizada, Otávio sujava – e muito – o uniforme. Aos 35 minutos, o goleiro celeste impediu golaço do volante João Schmidt – e até o fim da parcial, outros dois ou três. A defesa, por sua vez, jogava-se nas bolas para tentar impedir chutes e, quando a tinha, a entregava, gerando novas oportunidades ao clube paulista.
A Raposa conseguiu assustar apenas aos 40 minutos em boa jogada individual de Gabriel Rojas. Na ocasião, o lateral-esquerdo fez fila na defesa adversária, invadiu a área e encobriu o arqueiro Gabriel Brazão. O lateral-esquerdo Luan Peres surgiu no momento certo e tirou quase em cima da linha.
Cruzeiro diminui no placar, mas segue abaixo em campo
No intervalo, Artur Jorge desfez a nova formação tática – testada anteriormente contra o Athletico-PR -, tirou um homem do meio-campo (o volante Lucas Romero) e acionou o ponta esquerda Wesley. Nos primeiros minutos, a alteração não surtiu efeito positivo. O Santos manteve a imposição e não demorou a finalizar com perigo.
Com o passar do tempo, o Cruzeiro começou a enfim ser capaz de trocar passes no campo de ataque. Aos 11 minutos, o goleiro Gabriel Brazão apareceu de forma decisiva e salvou o que seria o primeiro gol dos celestes em cabeceio à queima-roupa do meio-campista Matheus Pereira, até então pouco participativo.
A única grande chegada da Raposa não significou redução no volume ofensivo do Santos. Longe disso. Os mineiros apenas diminuíram a discrepância. Enquanto isso, o Peixe desperdiçava arremates. Cebolinha, Rony, Bontempo, Olivar, João Schmidt… não faltaram tentativas. Sobrou Otávio e sorte com finalizações erradas.
Artur Jorge promoveu outras cinco mudanças ao longo da segunda etapa. Chegou a mudar o esquema mais uma vez, agora apostando em três homens na primeira linha (Fabrício Bruno, João Marcelo e Gabriel Rojas). Demorou a encontrar um caminho.
Aos 44 minutos, ainda atuando de maneira inferior, a Raposa conseguiu descontar. Fabrício Bruno lançou Lucho Rodríguez na grande área. O atacante encostou para Matheus Pereira empurrar para o fundo da rede: 2 a 1. Nos acréscimos, o volante Zé Lucas quase entregou o empate ao Cruzeiro em cabeceio.
