09/05/2026: Bahia 1x2 Cruzeiro

sábado, 9 de maio de 2026

 


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09/05/2026: Bahia 1x2 Cruzeiro
Motivo: 15ª rodada do Campeonato Brasileiro
Local: Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em Salvador
Gols: Luciano Juba, aos 26 do 1º T (BAH); Kauã Moraes, aos 40′ do 1º T (CRU); e Kaique Kenji, aos 41′, do 2º T.
Árbitro: Rodrigo Jose Pereira de Lima (PE)
Assistentes: Brigida Cirilo Ferreira (AL) e Bruno Cesar Chaves Vieira (PE)
VAR: Antonio Magno Lima Cordeiro (CE)
Cartões amarelos: João Paulo, aos 34′ do 1º T; Ramos Mingo, aos 35′ do 1º T; Everaldo aos, 47′, do 1º T (BAH); Fabrício Bruno, aos 23′ do 1º T (CRU), Kauã Moraes, aos 17′ do 2º T; Lucas Romero, aos 27′, do 2º T; e Otávio, aos 44′, do 2º T.
Bahia
Léo Vieira; Acevedo, David Duarte, Ramos Mingo e Luciano Juba; Erick, Jean Lucas (Michel Araújo, aos 27′, do 2º T)) e Everton Ribeiro (Rodrigo Nestor, aos 16′ do 2º T); Mateo Sanabria (Mateo Sanabria, no intervalo), Erick Pulga (Kike Olivera aos 27′, do 2º T) e Willian José (Everaldo, aos 33′ do 1º T). Técnico: Rogério Ceni.
Cruzeiro
Otávio; Fagner, Fabrício Bruno, Jonathan Jesus e Kauã Moraes (Villalba, aos 27′, do 2º T); Lucas Romero e Gerson (Lucas Silva, aos 32′, do 2º T); Matheus Henrique (Kaique Kenji, no intervalo), Sinisterra (Wanderso, aos 27′, do 2º T), Matheus Pereira e Neiser Villarreal (Kaio Jorge, aos 16′ do 2º T). Técnico: Artur Jorge.





Mesmo fora de casa, O Cruzeiro venceu o Bahia por 2 a 1, neste sábado (9/5), pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em Salvador. O time celeste precisava de um resultado positivo para se afastar da zona de rebaixamento e retomar a confiança que embalou a sequência positiva do time em abril.
Artur Jorge promoveu quatro mudanças, considerando desfalques e opções técnicas, que funcionaram: Villareal deu uma assistência e Kauã Moraes fez um gol. A estratégia das equipes era clara: o Bahia, que está na briga por uma vaga na Copa Libertadores, tentou controlar a partida e manter a posse de bola, mas esbarrou na solidez defensiva do Cruzeiro, enquanto a Raposa buscava ter velocidade e atacar rapidamente os baianos. Ambas as equipes chegaram aos gols no primeiro tempo em jogadas pelo lado do campo: o Bahia pela direita, com a jogada de Erick Pulga que resultou no pênalti convertido por Luciano Juba; e o Cruzeiro pelo esquerdo, com finalização de Kauã Moraes, que apareceu bem como “elemento surpresa”.
O equilíbrio deu o tom da partida, que poderia ter pendido para qualquer um dos lados. Na segunda etapa, um jogo aberto, porém sem tantas chances de gol, fez com que o placar não se alterasse até os 41 minutos, quando o jovem Kaique Kenji, em um momento de inspiração, marcou um belo gol, após jogada individual.
Vitória cruzeirense e “respiro” para a equipe celeste, que, momentaneamente, alcançou o 10º lugar.
Próximos jogos de Cruzeiro e Bahia
A vitória retoma a reação do Cruzeiro na Série A. Com 19 pontos, o clube celeste chegou à 10º posição, mas ainda pode perder posições, a depender de outros resultados. O Bahia se manteve na sexta colocação, com 22 pontos. O Cruzeiro volta a campo nesta terça-feira (12/5), quando recebe o Goiás, no Mineirão, no jogo de volta da quinta fase da Copa do Brasil. Pelo Brasileiro, o próximo compromisso é diante do Palmeiras, no próximo sábado (16/5), às 21h, no Allianz Parque, em São Paulo. O Bahia, por sua vez, tem compromisso com o Remo nesta terça-feira (5/5), às 21h30, no Mangueirão, em Belém, no jogo de volta da quinta fase da Copa do Brasil. Depois, em 17 de maio (domingo), recebe o Grêmio na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, às 16h, pela 16ª rodada do Brasileiro
Bahia x Cruzeiro
Primeiro tempo: equilíbrio, pênalti polêmico e empate
Em casa, o Bahia, que não vencia há quatro jogos no Brasileiro antes do jogo, buscou controlar as ações, mantendo a posse de bola e trocando passes, visando a abrir a defesa do Cruzeiro. Nos minutos iniciais, a equipe baiana tentou exercer pressão, que foi rapidamente freada pelo Cruzeiro.
As apostas de Artur Jorge surtiram efeito: Kauã Moraes, lateral-direito de origem, fez boa partida no lado esquerdo. Matheus Henrique teve atuação satisfatória e os colombianos Sinisterra e Villareal deram o tom do Cruzeiro na primeira etapa. A Raposa, por outro lado, apostava na velocidade dos estrangeiros do ataque para surpreender o Tricolor de Aço, com transições rápidas e lançamentos nas costas da defesa. Quando precisava construir desde a defesa, a equipe valia-se da qualidade de passe do camisa 8, que fazia uma “saída de três”, junto aos zagueiros Fabrício Bruno e Jonathan Jesus. Gerson, que vinha atuando de maneira centralizada, se “sacrificou” e jogou na faixa direita do campo, enquanto Sinisterra se posicionou à esquerda do ataque. Após os 15 minutos iniciais, o Cruzeiro freou o ímpeto dos baianos e passou a ter mais a bola, porém sem grande efetividade. Pouco tempo, depois, quando a Raposa era melhor no jogo, numa escapada do Bahia pelo lado direito, Erick Pulga dividiu com Kauã Moraes e cruzou para William José, que disputou com Fabrício Bruno e caiu na área: o árbitro Rodrigo Jose Pereira de Lima assinalou a marca da cal e deu pênalti para o Bahia. Após os protestos dos cruzeirenses, o lateral-esquerdo Luciano Juba bateu firme, com a parte interna do pé, no canto direito de Otávio, que acertou o canto mas não alcançou a bola. 1 a 0, aos 27 minutos. Depois do gol, o time celeste tentava reagir, sem muita efetividade. Enquanto os mineiros trocavam passes, o Bahia se fechou e defendia com o bloco baixo, com quase todos os jogadores atrás da linha da bola. Aos 40 minutos, porém, o Cruzeiro conseguiu envolver o Bahia pela promeira vez: Matheus Pereira e Gerson tabelaram, o camisa 10 passou para Villareal, que deu a assistência para Kauã Moraes, lateral improvisado, que usou a perna esquerda para chutar por baixo de Leo Vieira e empatar o jogo para os mineiros. 1 a 1. Já no fim do primeiro tempo, a partida ficou aberta e o Cruzeiro chegou duas vezes, com chutes de fora da área que levaram perigo à meta dos baianos, com Lucas Romero e Gerson.

O empate na primeira etapa refletiu bem o equilíbrio do jogo. Ambas as equipes tiveram 50% de posse de bola, o Bahia finalizou no gol do Cruzeiro uma vez, enquanto o Cruzeiro o fez cinco vezes.
Segundo tempo: Cria da Toca decide para o Cruzeiro
Artur Jorge e Rogério Ceni mexeram no intervalo mas sustentaram as estratégias. Logo no primeiro minuto, o Cruzeiro teve um gol anulado: após cobrança de falta de Matheus Pereira, Jonathan Jesus (que estava impedido) cabeceou e no rebote Sinisterra balançou as redes, em lance que acabou impugnado pela assistente Brigida Cirilo Ferreira.
A Raposa se mostrou agressiva, tendo tido quatro finalizações nos primeiros dez minutos do segundo tempo. Após, a entrada de Ademir fez com que o Bahia crescesse no jogo e obrigou o goleiro Otávio a praticar uma boa defesa, aos 20 minutos, para salvar o Cruzeiro. Dois minutos depois, após passe açucarado de Matheus Pereira, Kaio Jorge, que entrara na segunda etapa, quase colocou a Raposa à frente no placar, mas desperdiçou boa chance. Na segunda metade da etapa complementar, o jogo ficou mais aberto, com as equipes protagonizando uma “trocação”, sem, contudo, apresentarem grande efetividade, até que Otávio precisou salvar o Cruzeiro outra vez, após chute de Kike Olivera, de fora da área, no cantinho direito. Artur Jorge tentou melhorar a quallidade de passe do Cruzeiro, promovendo a entrada de Lucas Silva, e buscou explorar a velocidade nos contra-ataques, com as entradas de Wanderson e Kenji. O Bahia “respondeu”, com as entradas de Olivera e Michel Araújo, que visavam a potencializar as ações ofensivas do Tricolor. As substituições trouxeram muita transpiração e pouca inspiração aos times, até que Kaique Kenji protagonizou um belíssimo lance: aos 41 minutos do segundo tempo, o garoto chamou Luciano Juba para o mano a mano, deu uma pedalada, cortou para a esquerda e “chapou” a bola no canto inferior direito de Leo Vieira para marcar o gol da virada. 2 a 1. Com a vitória, o clube estrelado subiu para a 10ª , pelo menos de forma momentânea, com 19 pontos. O Bahia, derrotado, se manteve na sexta colocação, com 22 pontos.

06/05/2026: Universidad Católica 0x0 Cruzeiro

 

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Motivo: 4ª rodada do Grupo D da Copa Libertadores
Local: Arena Claro, em Santiago, no Chile
Árbitro: Andrés Rojas (COL) 
Assistentes: Richard Ortíz (COL) e Cristian Aguirre (COL)
VAR: David Rodríguez (COL)
Cartões amarelos: Giani, aos 13′ do 1ºT (CRU); Kaiki, aos 28′ do 1T (CRU); Romero, aos 36′ do 1T (CRU); Palavecino, aos 21′ do 2ºT (UCA)
Cartão vermelho: Arroyo, aos 47′ do 2ºT (CRU)
Universidad Católica: Vicente Bernedo; Sebastián Arancibia, Branco Ampuero, Juan Ignacio Diaz e Mena (Jimmy Martínez, aos 17′ do 2ºT); Jhojan Valencia, Clemente Montes (Palavecino, aos 17′ do 2T), Fernando Zuqui (Medel, aos 17′ do 2ºT) e Christián Cuevas; Justo Giani e Fernando Zampedri. 
Técnico: Daniel Garnero.
Técnico: Artur Jorge.


O Cruzeiro desembarcou em Santiago, no Chile, com o propósito de buscar na Claro Arena os pontos que a Universidad Católica havia lhe tirado no primeiro encontro. A missão ganhou novas diretrizes quando o clube estrelado perdeu um atleta por expulsão. Com um a menos, a Raposa segurou empate por 0 a 0, pela quarta rodada do Grupo D da Copa Libertadores, em duelo que abriu a madrugada de quinta-feira (7/5), e assumiu a vice-liderança.
Mesmo longe de casa, o Cruzeiro começou bem a partida, propôs-se a ditar o ritmo, controlou a posse e criou ao menos duas oportunidades. O cenário mudou depois da parada técnica. A partir da metade da parcial, a Universidad Católica subiu a marcação, pressionou a saída de bola, cresceu e levou perigo especialmente na bola aérea. Apesar do dinamismo do embate, a etapa inicial terminou com placar zerado. O cenário ficou adverso para o Cruzeiro quando, aos dois minutos do segundo tempo, o atacante Keny Arroyo recebeu o cartão vermelho – a segunda expulsão consecutiva. Nos minutos seguintes, a Raposa até conseguiu rodar a bola e ocupar o campo de ataque. Mas, com o passar do tempo, a desvantagem numérica pesou, e o clube celeste se concentrou na postura defensiva, com todos os atletas atrás do meio-campo e direito a três zagueiros.
Com um a menos e com a derrota do Boca Juniors-ARG para o Barcelona-EQU (1 a 0), as circunstâncias não tornaram o empate amargo para o Cruzeiro. Com sete pontos, os celestes figuram em segundo no Grupo D. A equipe chilena lidera com a mesma quantidade justamente por ter vantagem no confronto direto. O Boca Juniors é o terceiro, com seis pontos. Dono de três, o Barcelona segue na lanterna da chave.
Próximos jogos de Cruzeiro e Católica
Agora, o Cruzeiro volta a focar no Campeonato Brasileiro. Neste sábado (9/5), os celestes visitam o Bahia na Fonte Nova, em Salvador, a partir das 21h, pela 15ª rodada. O próximo embate pela Libertadores está marcado para 19 de maio (uma terça-feira), contra o Boca Juniors-ARG, às 21h30, na Bombonera, em Buenos Aires, pela quinta rodada. Antes disso, a Raposa tem outros dois compromissos: contra Goiás (12/5, pela Copa do Brasil) e Palmeiras (16/5, pela Série A). A Católica, por sua vez, recebe o Ñublense na Claro Arena, neste domingo (10/5), às 18h30, pela Copa da Liga Chilena. Depois, em 16 de maio (um sábado), visita o Deportes Limache, às 21h, pela 12ª rodada da Liga de Primera. O próximo desafio pela Libertadores é diante do Barcelona-EQU, em 21 de maio (quinta-feira), às 21h30, em casa.
Dois tempos em um
Artur Jorge, comandante do Cruzeiro, fez apenas uma alteração na equipe em relação à derrota por 3 a 1 para o Atlético, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro: Fagner substituiu Kauã Moraes na lateral direita. A movimentação reforçou o sistema defensivo da Raposa. Mesmo fora de casa, o Cruzeiro se propôs a ditar o ritmo. Sempre que tinha a bola e cruzava o meio-campo, investia em passes rápidos e infiltrações para dar verticalidade à partida. Chamou atenção a forma em que as jogadas eram iniciadas: os volantes Gerson e Romero se revezavam para buscar a redonda nos pés dos zagueiros. Quando a equipe chilena fechava a casa, lançamentos eram a alternativa. A primeira grande chance foi criada pelo clube estrelado, aos 14 minutos. Na ocasião, o atacante Keny Arroyo, até então sumido do confronto, escapou pela direita e cruzou rasteiro para Christian. O volante tentou de letra, e o lateral-direto Arancibia travou. Na sobra, o meio-campista Matheus Pereira carimbou o volante Zuqui. Aos 17 minutos, uma oportunidade para cada lado esquentou a Claro Arena, alvo de muita chuva. Primeiro, o volante Valencia roubou bola no campo defensivo, disparou e acionou Montes. O atacante invadiu a grande área celeste pela esquerda e bateu. Lá estava o arqueiro Otávio, que saiu bem das traves. Na sequência do lance, foi a vez de o Cruzeiro aproveitar contra-ataque. Matheus Pereira conduziu a bola, percebeu a passagem de Kaio Jorge e o acionou. O goleiro Bernedo e o zagueiro Juan Díaz se chocaram, e o atacante cruzeirense teve oportunidade com o gol aberto, apesar de o ângulo ter sido reduzido. Na hora da conclusão, perdeu estabilidade e chutou longe.
Depois da parada técnica, a Universidad Católica evoluiu: subiu a marcação, conseguiu trocar mais passes no campo ofensivo e levou perigo especialmente em jogadas aéreas – grande ponto de atenção do Cruzeiro na temporada. A crescente dos chilenos da partida pesou a marcação celeste, que recebeu amarelos importantes – incluindo o técnico -, e desconfigurou a saída de bola, sempre pressionada.
Expulsão no Cruzeiro
A Universidad Católica abriu a segunda etapa da mesma forma em que encerrou a primeira. Logo aos 20 segundos, o atacante Giani recebeu cruzamento, cabeceou nas costas do zagueiro Fabrício Bruno e viu a bola passar rente à trave defendida por Otávio. Pressionado, o Cruzeiro errou passes, dando sinais de ansiedade. A situação da equipe celeste deu indícios de que pioraria quando Arroyo recebeu cartão vermelho, logo aos dois minutos. Na ocasião, o atacante pisou em Zuqui, e o árbitro Andrés Rojas aplicou a punição depois de rápido papo com um dos assistentes. É a segunda vez seguida que o atleta é expulso. A euforia de Daniel Garnero, técnico da Universidad Católica, pela vantagem numérica ficou evidente quando substituiu três peças para tornar o time mais ofensivo. As alterações ocorreram em um cenário em que o Cruzeiro, mesmo com um a menos, conseguia rodar a bola no campo de ataque, explorando a velocidade dos homens da frente. Ou seja, pelo menos de forma imediata, a expulsão não afetou a equipe como se podia imaginar. Artur Jorge, testemunhando time até equilibrado, demorou a mexer. Enquanto isso, a ponta direita era preenchida ora por Fagner, ora por Matheus Pereira. Alguns minutos depois, o zagueiro João Marcelo e o atacante Kaique Kenji foram acionados nas vagas de Christian e Romero, respectivamente. Os celestes adotaram postura defensiva a partir de então – com direito a todos os jogadores atrás da linha do meio-campo nos momentos sem bola. E os chilenos instauraram a blitz, mas nada feito. A intenção, evidentemente, era dar o troco na Universidad Católica, que havia vencido no Mineirão. Entretanto, a desvantagem numérica e a derrota do Boca Juniors para o Barcelona (1 a 0) não permitem que o resultado seja considerado amargo.